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Motoristas desrespeitam leis e dificultam a vida dos pedestres em Nilópolis

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Embora proibido, o estacionamento de carros e motocicletas sobre as calçadas, é prática comum em Nilópolis. O Código de Posturas  proibe que o livre trânsito de pedestres no passeio público seja impedido por qualquer meio. E o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que estacionar sobre a calçada é infração grave, motivo para multa de R$ 120, perda de cinco pontos na carteira de habilitação e remoção do veículo.

ÔNIBUS ESTACIONADO
Até mesmo ônibus são encontrados sobre as calçadas. Foto: Potiguara Milhomem

Parar sobre a calçada, segundo o CTB, é mais grave do que trancar a saída de outro veículo estacionado ou bloquear o acesso à guia rebaixa. “O principal nessa questão é a segurança do pedestre, que perde a calçada para caminhar e fica vulnerável ao ter que caminhar pela rua. Mas existe pouca fiscalização e falta de consciência dos motoristas”, reclama o funcionário público Osvaldo Santos.

ESTACIONAMENTO IRREGULAR
Morador pede maior fiscalização no Centro de Nilópolis. Foto: Caetano Melo

Na Avenida Getúlio de Moura, no Centro, até mesmo quem deveria dar exemplo comete irregularidades. Em frente ao supermercado Assaí, taxistas “privatizaram” a calçada e a transformaram em ponto. Segundo um taxista que prefere não se identificar, a prefeitura autorizou o ponto. “A gente tem autorização de parar aqui, já que não dá para usar a rua, pois iria prejudicar o trânsito, assim eles deixam a gente parar em cima da calçada”, declarou, porém ao ser questionado sobre a colocação de cones para demarcar o estacionamento ele diz que é uma forma de evitar o estacionamento de carros que não sejam da cooperativa. “A gente fez isso, pois parava carro particular e tirava nossa vez”, completou.

A atitude dos taxistas também é a mesma tomada pelos donos de uma clínica particular na Avenida Mirandela, que “oficializou” o estacionamento de veículos sobre a calçada através de uma placa afixada na grade, que informa que o “estacionamento é exclusivo para clientes”. “Isso já acontece desde que a clínica abriu, tem uns três anos. A calçada fica ocupada pelos carros e os pedestres devem ir para a rua, essa é a regra por aqui”, conta um pedestre.

Sandro dos Santos, auxiliar de enfermagem que cuida de um senhor idoso cadeirante, sofre na pele o problema. “É bem complicado essa questão de carro nas calçadas, até caminhão tem aqui na Rua Mário de Araújo. O jeito é eu desviar com a cadeira pela rua, é mais perigoso, mas é o jeito. Sem falar na falta de rebaixamento para subir e descer das calçadas”, reclamou.

Situação é mais difícil nos bairros

A doméstica Cristiane Lins diz que a situação é pior nos bairros mais afastados do Centro, e cita o Paiol, onde reside, como sendo um dos mais problemáticos no que se refere a estacionamento sobre calçadas. O trânsito de carros que entram e saem das calçadas é intenso. Na Rua José Couto Guimarães, há sempre uma caminhonete que, diariamente, avança sobre a calçada. Isso quando a calçada não é tomada por outros moradores que estacionam paralelamente a essa caminhonete. Segundo moradores a área nunca foi alvo de fiscalização.

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