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Geral

Falta de consciência da população contribui com sujeira em Nilópolis

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O mau costume das pessoas reflete diretamente no trabalho dos garis.
REMOÇÃO DE ENTULHOS
A Prefeitura remove cerca de 120 toneladas de entulho por dia. Foto: Divulgação

Pedras, sobras de obras, móveis e até mesmo lixo domiciliar são alguns dos materias que podem ser encontrados pelas ruas de Nilópolis. Na maioria dos casos, estes materias são depositados em locais inapropriados e bem próximos às residências, causando transtorno aos moradores. Apesar de reclamarem da demora do serviço público de remoção de entulhos, muitos reconhecem que grande parte do problema é proveniente da pouca importância dada pela população a conscientização ambiental e a saúde pública.

Mesmo no centro da cidade, é possível encontrar pelas esquinas uma variedade de objetos que contribuem para a sujeira e, em tempos de chuva, para o entupimento dos bueiros que servem para escoar a água e evitar alagamentos. Na Rua Getúlio de Moura, na calçada ao lado do muro que divide a pista com a linha do trem, vários montes de entulhos podem ser vistos. “Isso ai não tem jeito, a Prefeitura já arrumou a calçada e mesmo assim o povo não tem jeito, não aprende, é tudo porco mesmo”, diz um morador do local.

A estudante Ingrid Silva costuma passar pela Praça Marcílio Dias, no bairro Nossa Senhora de Fátima, quase todos os dias quando volta do trabalho e já se acostumou a ter que passar no meio dos montes de entulho e lixo. “Desço do ônibus e mal consigo caminhar pela calçada, é tanto lixo e entulho que a praça já virou um grande lixão”, afirma. Para Ingrid, a educação começa dentro de casa com a família. “Eu acho que os filhos se espelham pelos pais, então se uma pessoa joga lixo no meio da rua é porque faz a mesma coisa em casa”, completa.

O mau costume das pessoas reflete diretamente no trabalho dos garis. Falta de consciência com o destino do lixo é sinônimo de mais trabalho para eles. “A gente acaba tendo que trabalhar em dobro. Se houvesse uma colaboração das pessoas tudo seria bem mais prático e limpo”, diz um gari. Responsável por fazer a varrição no bairro Santos Dumont, ele afirma que algumas pessoas contribuem para o seu trabalho, mas outras nem tanto. “Muitos nos ajudam, mas outros não. Tem gente que faz questão de colocar o lixo na rua mesmo depois que o caminhão coletor passou, e ainda reclama achando que a gente tem que estar a disposição deles”, conta.

Para o professor de português Flávio Menezes, jogar lixo no espaço público deveria ser motivo para aplicação de multa. “Se a prefeitura começasse a cobrar uma taxa das pessoas que fazem esse tipo de barbaridade logo iam aprender a procurar o lugar adequado para jogar o lixo”, ressalta.

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