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Insegurança, assaltos, falta de manutenção e corre-corre diário. São muitas as reclamações apresentadas pela população nilopolitana à respeito das passarelas sobre a linha férrea na cidade. Principal meio de ligação entre os dois lados do município, o abandono das passarelas vem preocupando os moradores e chama a atenção para a falta de um programa de manutenção preventiva que as contemple.

No bairro de Olinda, os moradores contam com três passarelas, sendo uma delas o acesso à estação ferroviária do bairro. Na passarela em frente ao Calçadão, a iluminação é precária. O resultado são os vários relatos de assaltos no local. “Tenho que passar por aqui sempre, pois a outra passarela é muito alta e longa, podiam colocar ao menos mais iluminação, assim a situação iria melhorar”, disse o vendedor Luiz Cláudio, apontando para a passarela da Estação de Olinda.
“Tem parte que a gente evita pisar por causa dos buracos. Quando passa o trem, a passarela treme”, denuncia a médica Isaurina Nogueira, referindo-se à passarela em frente à esquina com a Rua Doutor Manoel Reis. “O piso não tem aderência. Por isso, quando chove, fica escorregando. É muito liso”, completa.
O piso na maioria das passarelas apresenta buracos surgidos a partir da ferrugem. Degraus e corrimãos também passam pelo processo de corrosão. O estado de conservação das passarelas sobre a linha férrea da Avenida Getúlio de Moura preocupa quem precisa atravessá-las. Os pedestres reclamam que a chuva, além de acelerar a corrosão, torna o piso escorregadio e que as vibrações quando o trem passa são cada vez mais intensas.

Na passarela da Estação Ferroviária de Nilópolis, a obra para colocação de escadas rolantes está parada há quase um ano e os degraus das partes que restaram da antiga estrutura estão gastos e os corrimãos apresentam pontos de ferrugem. “Não tenho medo de passar. Mas precisa, sim, de reforma. Faz tempo que está assim”, comenta o analista de sistemas Edson Muniz.
O educador físico Gláucio Antunes, precisa usar a passarela em frente ao Supermercado Assaí diariamente para chegar ao trabalho. “Passo para pegar o ônibus e a iluminação está com falhas e tem uns buracos também”, aponta.
Ao redor das passarelas, há lixo de vários tipos. O problema é causado pelo despejo ininterrupto de resíduos, segundo moradores. “Não é só quem mora aqui. Tem comerciante também”, revela uma senhora, que prefere não se identificar. “Fede muito. Mas o pior não é isso. A dengue deve estar tomando conta de tudo”, adianta.
O pintor Claudio Castro, só usa as passarelas quando está acompanhado e antes de anoitecer. Foi ele que alertou a equipe do Nilópolis Online sobre o perigo de a máquina fotográfica ser levada por assaltantes a qualquer momento. “Por aqui é assim. Quando você menos imagina, vem alguém armado e leva tudo o que você tem”, afirma Claudio.