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Prefeito de Nilópolis propõe a extinção do salário para cargos políticos

O Prefeito Alessandro Calazans (PMDB) enviou, no último dia 26 de julho, para a Câmara Municipal de Nilópolis uma mensagem em que sugere que os ocupantes dos cargos de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador não tenham salário.

Prefeito de Nilópolis propõe a extinção do salário para cargos políticos 1

A decisão do Prefeito Alessandro Calazans é baseada na grave crise que se encontram os municípios da Baixada Fluminense, incluindo Nilópolis. Desde o início de 2016 o município vem sofrendo com cortes expressivos nas suas receitas que advém de recursos transferidos da União e do Governo do Estado.

Segundo Calazans, a economia gerada pelos salários de Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores pode chegar a quase R$ 2 milhões por ano. Se considerarmos 4 anos de mandato, mais a possibilidade de aplicação desse dinheiro e futuros rendimentos, esse valor pode chegar a R$ 10 milhões, o que representa uma capacidade enorme de investimento de recursos em saúde, educação, segurança pública e outras necessidades dos munícipes.

Para Calazans, chegou a hora de os políticos abrirem mão de alguns privilégios e exercer a política não como profissão, mas sim como vocação. “É claro que o parlamentar ou ocupante de um cargo executivo precisa ter a sua remuneração. Não discuto a questão constitucional. Porém, tenho certeza de que nesse momento grave que passamos a vocação política tem que estar acima dos benefícios como o recebimento de salários”, ressaltou o Prefeito.


Calazans diz também que a proposta nada tem a ver com a polêmica do aumento dos salários de Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, sugerida pela Câmara na última sexta-feira, 22 de julho. “Desde 2015 já fiz uma redução de 15% no meu salário e de 10% no salário do Vice-Prefeito e dos cargos em comissão. Ontem abri mão do recebimento do meu salário até o final deste ano já como uma forma de gerar economia aos cofres públicos. Porém, essa medida não é suficiente se contarmos que a previsão de recuperação econômica da União e do Estado Só se dará a partir de 2018. Precisamos de medidas mais drásticas, porém, inevitáveis para a sobrevivência dos municípios e para a continuidade de prestação de serviços aos cidadãos”, frisou.


Calazans espera a sensibilidade da Câmara de Vereadores para entender a medida não como um ato meramente político, mas como uma necessidade do momento atual da administração pública. Na última semana, dois Prefeitos com mandato na Baixada Fluminense desistiram de concorrer à reeleição: Alexandre Cardoso (Duque de Caxias) e Dennis Dauttmam (Belford Roxo). A alegação dos dois prefeitos é que está cada dia mais difícil administrar municípios por conta da crise.

Mesmo em recesso, Calazans espera que a Câmara se mobilize para avaliar a mensagem o quanto antes.


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