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Como seria a Câmara de Nilópolis se o ‘distritão’ já valesse em 2016

A comissão especial da Câmara Federal que analisa a reforma política aprovou uma mudança na Constituição Federal que institui o sistema chamado distritão. Foram 17 votos a favor e 15 votos contrários, com duas abstenções.

A expectativa é de que o novo modelo seja adotado nas eleições de 2018 e 2020, dependendo da aprovação dos plenários da Câmara e do Senado. Para exemplificar as mudanças que estão por vir, suponhamos que o distritão já estivesse valendo no pleito de 2016, em outubro passado. Como ficaria a Câmara de Vereadores de Nilópolis ?
O distritão é de compreensão mais fácil aos eleitores. Nesse sistema, não são levados em consideração os votos para partidos e coligações. Assim, são eleitos os que tiverem mais votos, como acontece para cargos de Executivo ou senadores.

Como seria a Câmara de Nilópolis se o 'distritão' já valesse em 2016 1




Se esse modelo já estivesse valendo em 2016, a Câmara de Nilópolis teria duas mudanças. Douglas Alexandre da Silva (PMDB), mais conhecido como “Bola Galego”, com 1.838 votos não teria conseguido se reeleger. Já Jorge Luiz Pacheco Eloy (PT do B), com 1.761 não conseguiria sua cadeira.

Entrariam em seus lugares: José Renato de Moraes Ribeiro (PTB), mais conhecido como “Renato da Van”, que conseguiu 1.924 votos e a atual secretária Municipal de Turismo, Patricia Helena Baamonde Borges Sabino (PR), mais conhecida como “Patrícia Gripp”, que conseguiu 1.885 votos.

O distritão teria beneficiado os dois novatos (Renato e Patrícia), que não conseguiram se eleger pelo sistema proporcional. O impedimento de novos nomes é o principal argumento de quem é contra o modelo que pode ser adotado no Brasil. Os contrários alegam que o modelo poderia favorecer os candidatos mais conhecidos do eleitorado, além de enfraquecer o papel dos partidos.




Já quem defende o modelo argumenta que é simples de ser compreendido pelo eleitor, reduzirá o número de candidatos e acabará com a figura dos chamados puxadores de votos – aqueles que recebem muitos votos e elevam o quociente partidário permitindo a eleição de candidatos menos votados.

Para que o distritão entre em vigor e já seja praticado nas duas próximas eleições precisa passar pelo crivo dos plenários da Câmara e do Senado, e ser promulgado até 7 de outubro.




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