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Wilson Witzel é eleito governador do Rio de Janeiro

O advogado e ex-juiz federal, Wilson Witzel(PSC) foi eleito neste domingo (28) governador do Rio de Janeiro pelos próximos quatro anos.

A vitória foi confirmada às 19h03. Com 96,04% dos votos apurados, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Witzel teve 4.475.784 (59,66%) dos votos válidos e Paes, 3.026.841 votos (40,34%).

Biografia

Wilson José Witzel, ex-juiz federal, nascido em Jundiaí, São Paulo, filho de torneiro mecânico e dona de casa. Mudou-se mais de dez vezes em busca de oportunidade com os pais e os 4 irmãos.

Estudou todo o ensino fundamental e médio em escola pública; seus pais, apesar de não terem instrução, foram sempre rigorosos com seu estudo. Sua primeira formação foi no curso técnico de topografia, na Escola Técnica Estadual Vasco Antonio Venchiarutti, aos 15 anos, em 1985. Seu primeiro salário já era maior que o de seu pai e isto o motivou, através do trabalho e estudo, que é possível conquistar dignidade.

Com 18 anos ingressou na Marinha, na Escola de Formação dos Oficiais da Marinha, de 1985 a 1988. Aos 20 anos tornou-se Fuzileiro Naval, Guarda Marinha, como fuzileiro naval. Aos 21 já era 2º tenente, oficial de estado maior, com a administração e gestão de pessoal da unidade militar, composta por 1500 homens. Cuidando de toda gestão logística, na formação de curso superior de tecnólogo de processamento de dados, de 1989 a 1991.

Em 1992 Wilson sai da Marinha e inicia o curso de pedagogia, e, no 2º semestre de 1993, transferiu-se para o curso de direito.

Em 1994 foi analista previdenciário da PREVRIO. Ao 3º mês de concursado assumiu a assessoria da Presidência, coordenando plano de carta de crédito de baixa renda.

Em 1996 se formou em direito, já estando aprovado como promotor de justiça do MP de MG. Porém, não assumiu de fato, pois em 1997 foi aprovado como defensor público no Estado do Rio de Janeiro, tomando posse no 2º semestre de 1998, como defensor da vara da família e tribunal de júri de Nova Friburgo, em Nova Iguaçu, na vara da família e criminal, em Nilópolis. Como defensor público do tribunal júri, prestou assistência para centenas de pessoas de baixa renda.

Em 2000, foi aprovado no concurso para Juiz Federal, tomando posse em 2001. Foi promovido ao cargo de Juiz federal Titular de Itaperuna e foi movido para o Espírito Santo (ES), onde julgou casos de rede de sonegação, lavagem de dinheiro, traficantes, corrupção e desvio de verba (compra de votos). Casos importantes como do ex-governador José Ignácio Ferreira e ex-presidente da Assembléia, José Carlos Gratz.

Em 2008 cursou mestrado em Processo Civil na UFES – ES, atualmente é doutorando em Ciência Política na UFF-RJ. Foi coordenador de Ensino da Seção Judiciária do ES, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica do curso de  Direito da Universidade de Vila Velha, de 2005 a 2010, e Vice-Presidente da AJUFERJES/ES.

Em 2009, assumiu a vara de execução fiscal, mudando a forma de atuação. No seu ano inaugural, julgou processos de reestruturação de débitos fiscais e, ao mesmo tempo, bateu recordes de arrecadação tributária, resgatando boa parte do estoque de créditos do estado.

Em 2010, regressou ao Rio de Janeiro, como Juiz Federal Titular de São João de Meriti. No ano seguinte, assumiu a presidência das Turmas Recursais Dos Juizados Especiais Federais do Rio de Janeiro.

De 2001 a 2012 passou por diversas universidades e institutos como professor, tais como a UNESA (2001 a 2003), UNIG (2001 a 2006), IMB (2004 a 2005), UVV (2005 a 2010), UGF (2012), e UERJ (2013).

Para o biênio 2013/2015 foi eleito por unanimidade Presidente das Turmas Recursais do Rio de Janeiro. Em 2014 foi eleito Presidente da Associação dos Juízes Federais do RJ e ES.

Na TNU, Turma Nacional da Uniformização da Jurisprudência, foi relator do processo que deferiu aos aposentados o acréscimo de 25% da aposentadoria em razão de invalidez após o ato de aposentadoria, consolidando, assim a jurisprudência nacional, bem como do processo que isentou as importações de bens por pessoas físicas de valor até US$ 100,00, além de ter ajudado milhares de pessoas carentes com a liberação de medicação, ordens de internação e concessão e revisão de benefícios previdenciários.

Wilson participou de várias comissões: Comissão de Reforma da Lei de combate ao Crime Organizado/AJUFE/2004, que resultou na Lei n° 12.694/2012, presidida pelo Juiz Federal Sérgio Moro, Comissão de Pesquisas e Estudos Judiciários/AJUFE/2013, Comissão Permanente de Estudos sobre Gestão da EMARF/RJ e atualmente Presidente da Comissão de Direito Penal e Processo Penal da EMARF/RJ.

Em 2016/17 foi para a 26º vara cível da capital do Rio de Janeiro, onde indignou-se com a quantidade de processos de improbidade administrativa, bem como com a falta de cuidado com a coisa pública. Indignado com o cenário atual da política, Wilson deixou a magistratura para vir a ser candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, em 2018.

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