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Olinda Educação

Alunos de escola em Nilópolis doam valor arrecado em vaquinha para deficientes físicos

ALUNOS DA ZENÓBIO DA COSTA
Foto: Divulgação
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Jovens do Colégio Marechal Zenóbio da Costa, em Olinda, foram classificados para olimpíada internacional de matemática na Índia. Grupo recebeu incentivo de professor que transformou os problemas da disciplina em casos reais.

Mesmo com o sonho de participar de competição internacional de matemática na Índia adiado, os doze alunos do Colégio Estadual Marechal Zenóbio da Costa, em Olinda, não deixaram se abater.  Sem dinheiro para as passagens aéreas, os jovens fizeram bazar, vaquinha e venderam rifa na escola, e conseguiram juntar R$ 2 mil.

Como eram necessários pelo menos R$ 12 mil, o valor arrecado foi transformado em um ato de solidariedade. O grupo decidiu doar parte do valor para uma associação que cuida de deficientes físicos, no município de Mesquita.

“O primeiro pensamento seria de tristeza e frustração , mas quando a gente começa a olhar pra tudo que a gente conseguiu alcançar até esse ponto, a gente fala que somos mais que vencedores, certo? A gente teve que olhar e pensar assim: nós estamos fazendo uma diferença”, afirmou o estudante Felipe.

A quantia doada por eles fez a diferença na associação, que pôde organizar uma confraternização com direito à música, dança e até Papai Noel.

Somando para o futuro

O gosto pela matemática não diminuiu apesar dos alunos não terem conseguido participar da olimpíada, mas com parte do dinheiro arrecadado, eles também se inscreveram em um curso no Instituto de Matemática Aplicada, o Impa e vão continuar estudando a disciplina que aprenderam a amar nas aulas do professor Fernando.

O docente aplicou em sala um método de ensino da matemática que tornava os problemas didáticos em problemas reais e, assim, quem antes tinha desprezo pelas contas, passou a amar fazer cálculos.

“A gente lança o desafio, tem uma estrutura por trás para encorajar esse aluno. Na medida que eles vão conseguindo resolver o exercício por conta própria, com pouca ajuda do professor, evidentemente vai estimulando o cérebro deles, eles vão se sentindo mais capazes e o resultado é esse aí”, orgulhou-se o professor.

Só em 2018, os alunos de Fernando conquistaram 30 medalhas em diferentes competições de matemática, inclusive na Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas e, mesmo com tantos prêmios, não conseguiram financiamento da Secretaria de Estado de Educação para a olimpíada internacional.

“É lamentável porque eu acho que seria uma maneira de incentivar outros jovens a estudar como eles. Mas desistir é uma coisa que a gente não pode fazer “, argumenta o professor.

*Com informações do G1

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