Meio Ambiente N. Sra. de Fátima Santos Dumont

Descaso do Estado e do Município do Rio faz Nilópolis sofrer com alagamentos

Descaso do Estado e do Município do Rio faz Nilópolis sofrer com alagamentos
O lixo vindo do Rio de Janeiro. Foto: Via Whatsapp
Adicione nosso número de WhatsApp: +55 (21) 98946-3738 e envie uma mensagem com o texto "NILÓPOLIS" e receba, com exclusividade, as matérias da sua cidade em primeira mão no seu smartphone ou tablet.

O pesadelo de ter suas casas alagadas voltou a assombrar os moradores dos bairros Nossa Senhora de Fátima e Santos Dumont. O motivo é a quantidade absurda de lixo e areia encontrada no Rio Sarapuí.

O Sarapuí nasce na Serra de Bangu, no município do Rio de Janeiro e até chegar a Nilópolis e Mesquita, onde faz o limite dos municípios, recebe muito lixo e esgoto dos bairros Gericinó, Bangu, Catiri e Padre Miguel. O resultado é que os municípios da Baixada Fluminense recebem todo esse material e acabam sofrendo com o problema causado pela inércia do município do Rio de Janeiro, que não cuida do rio ou dos seus afluentes em seu território. Além disso, acrescente a inoperância do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) que nos últimos anos deixou de fazer o que é uma de suas principais atribuições: fiscalizar o despejo irregular de esgoto e conservar o Rio Sarapuí.

Descaso do Estado e do Município do Rio faz Nilópolis sofrer com alagamentos
Moradora retira água do quintal de sua casa. Foto: Via Whatsapp

Um outro agravante é o não funcionamento pleno da represa construída dentro da área militar do Gericinó. O equipamento deveria reter uma boa quantidade de águas antes de chegar à Nilópolis e Mesquita, além de evitar que muito lixo passasse. Como as comportas não estão em funcionamento, o que vem do Rio de Janeiro passa e acaba assoreando ainda mais o Sarapuí. Em alguns trechos o lixo provoca um assoreamento tão volumoso que é possível atravessar caminhando de uma margem a outra.

Prefeituras fazem o que podem

Descaso do Estado e do Município do Rio faz Nilópolis sofrer com alagamentos
Parceria entre as prefeituras tenta amenizar o problema. Foto: Divulgação

Na tentativa de amenizar o sofrimento dos moradores, as prefeituras de Mesquita e Nilópolis fazem o que podem. Nos últimos anos uma parceria entre os dois municípios ajuda na remoção do lixo vindo do Rio de Janeiro. Só nos últimos dois anos as prefeituras já recolheram cerca de 200 toneladas de garrafas pet, resíduos de móveis e lixo de toda ordem. A ação de limpeza, que deveria ser feita pelo INEA, é concentrada na ponte existente na Rua Coronel França Leite, que acaba funcionando como uma represa para os dejetos.

Por não ser uma atribuição das prefeituras o serviço acaba não sendo o ideal, já que os equipamentos usados não são os adequados para o trabalho. Some-se ainda os custos operacionais, como não há nenhum repasse de verba do Estado para os municípios, o dinheiro aplicado nessa limpeza emergencial é oriundo dos cofres municipais, onerando as administrações, que vivem um momento de crise financeira.

Transbaixada

Descaso do Estado e do Município do Rio faz Nilópolis sofrer com alagamentos
Projeção mostra como ficariam as margens do Sarapuí com a TransBaixada. Foto: Divulgação

A solução definitiva para que os moradores ribeirinhos do Sarapuí possam dormir mais tranquilos depende de um projeto que traria também benefícios para a mobilidade urbana. A TransBaixada seria uma rodovia construída as margens do Rio Sarapuí. Ela começaria na Avenida Brasil, em Bangu, e terminaria na Rodovia Washington Luís na localidade de Gramacho, em Duque de Caxias, fazendo integração com a Rodovia Presidente Dutra e a Via Light.

Com 27 quilômetros de extensão, a via teria duas pistas de cada lado e ciclovia, além de um Parque Inundável, que em dias de chuva iria absorver as águas, e seco, serviria de lazer para a população. Porém, o projeto apresentado inicialmente em 2008 nunca saiu do papel.

A esperança agora é depositada no governador Wilson Witzel, que durante sua campanha disse que o projeto é uma das prioridades de seu governo. Enquanto a solução definitiva não sai do papel, o INEA informou que já está realizando os estudos para que as comportas da represa do Gericinó sejam reativadas. A previsão é de que até o final deste semestre as obras estejam concluídas.

Enquanto isso os moradores de Nilópolis e Mesquita são obrigados a sofrer com cenas como estas:

Publicidade