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Polícia

Polícia tenta esclarecer sequestro-relâmpago do irmão de ex-prefeito de Nilópolis

MARCELO SESSIM
O médico Marcelo Sessim prestou depoimento. Foto: Divulgação
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Imagens do circuito interno de TV de um shopping na Zona Oeste são peças-chave para a Polícia Civil montar a investigação sobre o suposto sequestro-relâmpago sofrido pelo médico Marcelo Sessim, filho do ex-deputado federal Simão e Sessim e irmão do ex-prefeito de Nilópolis, Sergio Sessim.

Na última terça-feira (05), Joshson José Bandeira foi preso dentro de um ônibus em São João de Meriti, com quase R$ 150 mil em espécie, além de um revólver calibre 38 com numeração raspada. Ao ser detido, Joshson alegou que a quantia seria de Marcelo Sessim, para quem trabalharia como assessor. Ainda de acordo com Bandeira, o dinheiro seria entregue ao secretário de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento Econômico de Nilópolis, Eduardo Amorim, para pagamento de pessoas ligadas à última campanha, na qual o deputado Simão Sessim não se reelegeu. A prisão de Joshson só ocorreu após passageiros do coletivo terem notado que o mesmo estava portando um revólver. Com medo eles acionaram policiais militares do 21º BPM.

No dia seguinte, a assessoria de imprensa do ex-deputado federal rebateu e desmentiu a versão de Joshson José Bandeira. De acordo com uma nota oficial divulgada nas redes sociais de Simão Sessim, seu filho o médico Marcelo Sessim teria sido na verdade vítima de sequestro-relâmpago praticado por Joshson, que na verdade seria apenas um ex-cabo eleitoral. Sessim afirma ainda que houve extorsão de R$ 500 mil, que caiu para depósito em conta de R$ 50 mil e ameaças à sua família, sem explicar a origem dos pedidos. Mas Marcelo cedeu as investidas e entregou ao ex-colaborador do pai R$ 149.800. “Joshson fez panfletagem na minha campanha. Marcou encontro para pedir dinheiro para ajudar à família. Para surpresa do Marcelo, no shopping passou a ameaçá-lo exigindo R$ 500 mil. Sob a mira de uma arma, Marcelo foi obrigado a ir para sua casa seguido por outro carro com três homens”, disse Sessim.

Marcelo prestou depoimento na 64ª DP (São João de Meriti), mas não quis falar sobre o caso. Já Eduardo Amorim afirmou que Joshson é bandido. “Ele tem ligação com o Morro da Pedreira. Não sei como meu nome foi parar nesta história. Vou processá-lo”, afirmou.

SIMÃO SESSIM
O ex-deputado Simão Sessim. Foto: Divulgação

Preso após discussão

Em depoimento, Joshson contou, no entanto, que já havia transportado dinheiro para Sessim seis ou sete vezes, o que o ex-parlamentar nega. Joshson revelou que foi descoberto, desta vez em um ônibus no bairro de Vila Norma, em São João de Meriti, porque discutiu com um passageiro e os outros usuários viram sua arma, e com medo de assalto, chamaram policiais militares. Confessou que comprou o revólver na feirinha da Pavuna para se defender. Ele pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberado pela polícia para responder pelo flagrante de porte ilegal arma em liberdade.

“Esse rapaz alegou que o dinheiro foi entregue por Eduardo Amorim, o que é uma mentira. O Eduardo não tem contato com Joshson deve ter uns dois anos. Não recebo e nunca recebi qualquer dinheiro, tenho um passado limpo”, rebateu Simão Sessim. Homem de confiança do governador Wilson Witzel em Brasília, Sessim disse ainda que está assustado neste momento com as ameaças do ex-assessor à sua família. “Vou solicitar segurança para mim e minha família”, garantiu o ex- parlamentar que postou em sua página no Facebook uma nota de esclarecimento.

A quantia apreendida com Joshson foi depositada pela Polícia Civil em uma conta bancária. Procurado, o delegado da 64ª DP, Vinicius Domingos, afirmou que não se pronunciaria sobre o caso porque a investigação está sob sigilo. Simão Sessim já foi deputado federal por dez mandatos, mas ficou de fora da preferência dos eleitores na última disputa eleitoral, ano passado.

Irmão assassinado

A vida do ex-colaborador de Simão Sessim é marcada pela morte do seu irmão Wilson José Bandeira, conhecido como Wilsinho Bahia, que já ocupou o cargo de vereador em Nilópolis. Ele foi assassinado no dia 22 de abril de 2015. O crime aconteceu em um bar na Estrada Pedro Álvares Cabral com a Rua Antônio Félix, bairro Nossa Senhora de Fátima, por Alex dos Santos Crispiniano. Na época, Wilsinho era suplente de vereador e a polícia chegou a cogitar a possibilidade de crime político.

As investigações revelaram que o crime foi passional. Alex Crispiniano não se conformava que a ex-namorada Andressa estivesse mantendo um relacionamento com o suplente de vereador. Wilsinho Bahia estava jogando cartas com amigos no bar quando o assassino desceu de um carro e fez vários disparos contra ele.

Alex Cipriano foi condenado, dois anos depois do crime, pelo juiz Alberto Fraga a cumprir pena de 16 anos de prisão em regime fechado.

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