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Centro Utilidade Pública

Banco Santander Nilópolis: Prestação de serviços ou de favores?

SANTANDER
Foto: Reprodução da Internet
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Quando se pensa que algo não poderia piorar, a agência do Banco Santander em Nilópolis consegue provar que é possível piorar.

A cena é rotina para os nilopolitanos que invariavelmente precisam se utilizar da agência do Santander para sacar salário, pagar algumas das várias contas, dentre outros serviços. Ao chegar ao banco o cliente se depara com caixas eletrônicos inoperantes e a fila dentro da agência chega dar desgosto. Provavelmente você já viveu essa cena bastante corriqueira em nosso dia a dia ou conhece alguém que já tenha relatado a cena.

Em Nilópolis a situação vem piorando a cada dia, em uma demonstração clara do descaso do Santander com os clientes, que mais parecem depender de favores. O leitor Pedro Braga entrou em contato com o Nilópolis Online e se diz revoltado com o banco espanhol. “A agência disponibiliza apenas um caixa eletrônico para fazermos depósitos. Além disso, o banco não utiliza mais as senhas para atendimento, agora é fila indiana, onde os clientes devem aguardar em pé na fila. Uma verdadeira vergonha”, disse.

Posto fecha para almoço

Até mesmo o Posto de Atendimento Bancário (PAB), localizado dentro da Prefeitura de Nilópolis, exclusivo para atendimento de funcionários e servidores da Prefeitura, além de pagamento de tributos e taxas municipais, também presta um péssimo atendimento. E não é culpa dos três funcionários que ali atuam, mas sim pela péssima administração do banco.

O PAB deveria disponibilizar pelo menos dois funcionários para atender ao público, porém há somente um e este se divide entre ser operador de caixa e ajudar quando acontece algum problema nos dois caixas eletrônicos. Isso quando os equipamentos estão funcionando normalmente. Os outros funcionários que trabalham no PAB são o segurança e o gerente de conta. Como não há funcionários suficientes, o atendimento ao público é prejudicado na hora do almoço, atrapalhando quem precisa se utilizar desse horário para fazer suas atividades bancárias. “É incrível e vergonhoso que eles só tenham um caixa e quando ele precisa almoçar o atendimento é suspenso. O Santander antigamente mandava um outro caixa para atender enquanto o outro estava em almoço, mas isso já não acontece há muito tempo”, declarou Dona Vânia.

O problema também atinge quem depende de ser atendido pelo gerente de contas. Se for na hora do almoço, pode esquecer. Isso só não acontece em relação ao guarda. Ele sempre é substituído por outro enquanto faz sua refeição. “Só a segurança que funciona aqui. Sempre tem guarda, mas caixa e gerente não!”, reclama um servidor da Prefeitura que não quis se identificar.

A falta de funcionários também gera o descumprimento da Lei. Na fila, vários idosos aguardam atendimento junto aos demais clientes, pois não há caixa para atendimento preferencial. O mesmo acontece com gestantes e pessoas portadoras de algum tipo de deficiência.

Lei ignorada

De acordo com a Lei nº 7.720, de 09 de outubro de 2017, em seu Art. 1º, determina que agências bancárias e dos correios, situadas no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, deverão colocar, à disposição dos seus usuários, pessoal suficiente e necessário, no setor de caixas e na gerência, para que o atendimento seja efetivado no prazo máximo de 20 (vinte) minutos, em dias normais, e de 30 (trinta) minutos, em véspera e depois de feriados.

No parágrafo único ainda diz que as agências bancárias e dos correios deverão informar, aos seus usuários, em cartaz fixado na sua entrada, a escala de trabalho do setor de caixas e da gerência colocados à disposição.

No entanto, reclamações são feitas ao vento por pessoas que ficam períodos bem maiores nas filas e nada é feito, porque não há fiscalização nos locais. “Fiquei mais de 40 minutos na fila. É um absurdo, falta de respeito”, diz Vanessa Veronez que foi ao banco apenas para pagar uma fatura.

Márcia Calisto, funcionária pública, não acredita no tamanho do descaso do banco. “Cobram taxas absurdas dos clientes e a maioria dos serviços somos nós mesmos que fazemos nos caixas eletrônicos. Se deixamos pra fazer com os funcionários, eles ainda perguntam: por que não fez esse serviço no caixa eletrônico? É um absurdo, os funcionários do banco ganham pra que?”, questiona.

Justiça

Em caso de descumprimento, o cliente pode acionar o Procon e até a Justiça. Quem já passou pela situação e recorreu aos direitos, afirma que a lei existe para ser cumprida.

É o caso do advogado Rodrigo Rodrigues Barbosa, que após uma hora esperando por atendimento , se sentiu lesado e recorreu a Justiça. Ele ganhou a ação, na 1º e 2º instância. “Meu processo é um dos poucos do Brasil que venceu nas duas instâncias, isso geralmente não acontece e é bom para as pessoas saberem que as leis existem para serem cumpridas. O juiz determinou pagamento de multa de R$ 2 mil, mas como o banco recorreu, os juros começaram a contar e recebi pouco mais de R$ 3,3 mil”, explica.

Fato é que as filas existem e não deixarão de existir tão cedo, então a dica é se antecipar no pagamento das contas, utilizar os sistemas pela internet de Internet Banking, ou até mesmo o que é de direito quando ficar mais que o tempo estipulado pela lei, acionar os meios legais:

Banco Central: https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/registrar_reclamacao

Procon Municipal: Rua Pedro Álvares Cabral, 305/térreo, Centro-Nilópolis

Procon Estadual: http://www.procon.rj.gov.br/index.php/posto_atendimento

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