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PM que foi preso ao tentar vender fuzil de precisão é morador de Nilópolis

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Na última segunda-feira(01), uma operação da Policia Civil prendeu o terceiro sargento PM Fábio Henrique Soares no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, quando tentava vender um fuzil de precisão para criminosos. O militar foi preso em flagrante junto com comparsas e o receptador.

Segundo depoimento de seus comparsas, o policia militar montava fuzis usados por atiradores de elite e vendia para criminosos. Durante o depoimento, Bruno Francisco Castro da Costa, que também foi preso, afirmou que o PM era montava o armamento em que o grupo estava negociando. O comparsa também citou que o grupo encontrou com o PM em Nilópolis onde o mesmo é morador, entretanto, ele preferiu ir para Barra da Tijuca em seu carro particular, levando a arma.

Arma utilizada por Atiradores de Elite da PM. Foto: Divulgação

A delegacia do Leblon, responsável pela investigação, revelou que o fuzil era negociado por R$ 60 mil. Outro comparsa preso, Thiago de Oliveira Silva trabalhou como olheiro, já que o mesmo foi de Uber para verificar possíveis blitz no caminho.

O terceiro sargento está na Polícia Militar há 13 anos e estava lotado no 5º BPM (Praça da Harmonia). A corregedoria da corporação abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar que pode levar a sua demissão. Antes de entrar na PM, Fábio Henrique foi fuzileiro naval por 4 anos. Na Polícia Militar, Fábio nunca havia sido alvo de nenhuma investigação. Em sua ficha disciplinar consta apenas o extravio de uma pistola sua, particular.

Sem medo

Na delegacia, o PM chegou a intimidar os agentes, afirmando que logo sairia da prisão, pois conhece “muita gente”. Ele afirmou ainda que quando saísse, “resolveria essa situação”. O terceiro sargento afirmou também que não se importava de ser expulso da Polícia Militar.

Fábio já foi denunciado por duas companheiras por lesão corporal e ameaça. Em janeiro de 2015, a ex-mulher do PM relatou, na 33ª DP (Realengo), que foi ameaçada de morte pelo militar caso ela entrasse na Justiça contra ele, que não vinha pagando pensão para a filha que ambos possuíam. A mulher afirmou que o PM era um homem violento e pediu medidas protetivas contra ele. O inquérito relativo ao caso continua em andamento.

Já outra mulher do PM relatou em janeiro de 2011, na 57ª DP (Nilópolis), que foi agredida pelo companheiro. Ela afirmou que Fábio queria sair com os amigos e ela tentou impedi -lo. O militar teria, então, jogado a mulher contra a porta de seu carro e quebrou seu dedo em seguida. O caso acabou sendo arquivado pela Justiça.

Fábio Henrique foi transferido para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar no fim da tarde da última terça-feira.

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