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Novo Horizonte Geral

Moradores de Nilópolis conseguem restabelecimento de energia após protesto

PROTESTO MORADORES
Moradores protestaram contra a Light. Foto: Enviada pelo Whatsapp
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E o descaso da Light para com os nilopolitanos prossegue. Na noite desta terça-feira (30), moradores das ruas Vereador José Fortes e João da Mata Peixoto, no bairro Novo Horizonte, realizaram um protesto contra a falta de energia elétrica na localidade. Segundo eles, o abastecimento foi cortado na noite do último domingo, dia 28 de abril, após um forte temporal.

Prazo descumprido

Ainda de acordo com os moradores, a Light já havia sido informada do problema, inclusive, a empresa teria dado um prazo de 24h para o retorno do abastecimento, porém, até a noite de terça-feira vários imóveis ainda estavam sem energia elétrica.

Sem alternativa, revoltados, os moradores decidiram realizar o protesto, fechando a rua tal e colocando fogo em lixo e pneus. Uma equipe uma empresa terceirizada da Light que passava nas proximidades chegou a ser ameaçada e só foi liberada após a chegada da Polícia Militar.  Mas o protesto deu resultado e após algumas horas o abastecimento foi restabelecido.

Descaso e desrespeito

A demora no restabelecimento de energia elétrica também prejudicou moradores de outros bairros de Nilópolis, em alguns deles o retorno da energia elétrica só aconteceu na segunda-feira.

O descaso da Light para com o município de Nilópolis não é algo novo. Problemas com postes que ameaçam cair são recorrentes, Em várias ruas é possível encontrar um, colocando em risco a população. Além disso, não são raros casos de fios que se incendeiam, cortes no abastecimento sem prévio aviso, dentre outros.

De acordo com o Procon Municipal a concessionária de energia elétrica figura na lista das mais reclamadas em Nilópolis. Só neste ano já , até março, já eram 28 reclamações contra a empresa. Em 2018 a Light foi a líder no ranking de mais reclamadas no órgão.

Consumidor pode pedir ressarcimento

Segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fornecimento de energia elétrica é considero um serviço essencial e, portanto, deve ser oferecido de forma contínua. Caso seja interrompido, deve ser ao menos restabelecido de forma eficiente.

Para registrar a reclamação sobre falta de luz, o primeiro passo é entrar em contato com a Light através dos seus canais de comunicação. Caso não receba resposta sobre a queixa ou o problema não seja seja resolvido de forma satisfatória, é possível reclamar no Procon Municipal, localizado na Rua Pedro Álvares Cabral, 305/térreo, Centro.

A Light é obrigada a cumprir requisitos mínimos de frequência e duração das interrupções na conta de luz. Caso esses valores não sejam atingidos, ou o tempo máximo de interrupções seja ultrapassado no mês, trimestre ou ano, a empresa é obrigada a fornecer um desconto na conta a ser paga pelo consumidor.

A empresa também deve reparar eventuais danos em equipamentos eletroeletrônicos causados pela variação de tensão da energia, comum no caso de interrupções do serviço. O pedido deve ser feito em até 90 dias a partir da interrupção do serviço e pode ser realizado na Agência Virtual ou na agência da empresa localizada na Avenida Mirandela, 22, Centro.

A concessionária pode realizar uma vistoria em até dez dias para confirmar se o problema foi causado pela falha na prestação do serviço de energia elétrica, com exceção de problemas com refrigeradores, que deve ser realizada em até um dia útil.

Se houver a confirmação de que o dano foi motivado por problemas no fornecimento de energia, a empresa tem 20 dias para substituir o produto, realizar o conserto ou ressarcir o valor do prejuízo. Valores pagos por alimentos e medicamentos que estragaram por causa da falta de luz também podem ser devolvidos.

O direito vale nos casos em que a concessionária não informa o problema com antecedência, se possível, ou não dá uma previsão de quando o serviço será restabelecido, impedindo que o consumidor tenha tempo para evitar esses prejuízos.

“Nesse caso, é recomendável guardar as notas fiscais dos produtos e registrar o prejuízo com fotos”, diz Claudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC).

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