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Centro Geral

População apoia e pede que operações continuem no Polo Gastronômico de Nilópolis

POLO GASTRONÔMICO DE NILÓPOLIS
Operação restabeleceu a ordem e a paz no local. Foto: Divulgação
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No último dia 9 de maio, uma operação conjunta envolvendo a Prefeitura de Nilópolis, por meio da Guarda Civil Municipal, das secretarias de Transportes, de Meio Ambiente, da Vigilância em Saúde e da Coordenadoria de Ordem Pública; as policias Civil e Militar, CEDAE, Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e Light foi realizada no Polo Gastronômico de Nilópolis, localizado na Rua Alberto Teixeira da Cunha, no trecho entre as ruas Eliseu de Alvarenga e Roldão Gonçalves.

A operação foi repetida nos dois dias seguintes e resultou na apreensão de duas máquinas caça-niqueis aprendidas, um flagrante de furto de energia elétrica (gato), uma aparelhagem de som apreendida e uma barraca de lona apreendida de ponto irregular de mototáxi.

OPERAÇÃO POLO GASTRONÔMICO
Operação contou com a participação da Polícia Militar. Foto: Divulgação

Além disso, a CEDAE notificou 12 estabelecimentos por irregularidades nos medidores, a Fiscalização de Posturas e a Coordenadoria de Ordem Pública emitiram 23 notificações por desrespeitar a Lei de Posturas, devido a ocupação irregular do passeio público e até mesmo da via pública e por problemas na documentação dos estabelecimentos. Já o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente emitiram 13 notificações por conta de problemas relacionados ao desrespeito às leis ambientais.

Os agentes da Secretaria Municipal de Transportes também estiveram presentes e autuaram 19 veículos por estacionamento em local proibido e sete motociclistas por estarem conduzindo seus veículos sem o uso obrigatório do capacete.

Comemoração

OPERAÇÃO POLO GASTRONÔMICO
Coordenador interino de Ordem Pública, Gessé Cintra, fiscalizou pessoalmente cada estabelecimento. Foto: Divulgação

A operação foi comemorada por moradores e comerciantes. “Graças a essa ação os moradores que também são trabalhadores que precisam levar o sustento para seus lares, recuperaram o que há muito lhes tinha sido tirado, ou seja, o direito de “ ir e vir” e principalmente “ a paz” para assim descansar e dormir após um longo dia de trabalho. Nunca foi a intenção dos moradores que chegasse a essa situação. Tudo poderia estar bem para ambas as partes se os comerciantes, na sua maioria, tivessem cumprido com a proposta feita há mais de um ano, que os mesmos respeitassem as leis e os moradores”, disse uma moradora que não quis se identificar.

Embora muitos associem a rua como sendo um “Polo Gastronômico”, o local ainda é composto na sua maior parte por imóveis residenciais, logo residem muitos idosos, crianças, pessoas com problemas de saúde que portanto precisam de sossego principalmente à noite. “Entendemos que polo gastronômico deve ser um local para se sentar, conseguir conversar, ouvir uma boa música com som ambiente e apreciar a gastronomia local. Num polo gastronômico existem regras a serem cumpridas e tendo em vista a bagunça promovida pela maioria dos bares, seguida de disputa de sons altíssimos até as madrugadas, logo estão longe dos padrões”, disse outro morador.

Moradores afirmam que alguns comerciantes chegaram a disponibilizar contatos próprios para prováveis reclamações da parte dos moradores e assim sanarem o incômodo, porém de acordo com os moradores, isso nunca funcionou. “Por várias vezes quem nos ajudou foi o coordenador interino de Ordem Pública, Gessé Cintra, ao qual aqui também deixamos o nosso agradecimento. Queremos que o respeito às Leis e a Ordem seja uma constante e que o poder público se faça presente diariamente”, pediu um morador.

Tolerância zero

OPERAÇÃO CONJUNTA POLO GASTRONÔMICO NILÓPOLIS
Operação contou com o apoio da Polícia Civil. Foto: Divulgação

De acordo com o coordenador de Ordem Pública, Gessé Cintra, a repressão as irregularidades irá continuar. “Estamos há mais de um ano fazendo toda a parte de conscientização, mostrando o que podia ou não ser feito neste espaço, mas infelizmente alguns comerciantes não respeitaram e insistiram em transgredir a legislação. A Prefeitura não tolera essa bagunça e tivemos que agir com mais rigidez. Todas as autuações foram conduzidas dentro da Lei e somente foram feitas por conta da insistência no erro de alguns comerciantes”, declarou.

Gessé explica que a Prefeitura de Nilópolis sempre apoiou e continuará apoiando os comerciantes do Polo Gastronômico da Rua Alberto Teixeira da Cunhas, mas não irá tolerar irregularidades e outras operações serão realizadas. “O prefeito Farid Abrão tem um grande apreço por esta área e sabe das dificuldades que o comércio vive em todo o país, por isso mesmo não irá tolerar que uma pequena parcela prejudique os demais comerciantes. Hoje, todos os órgãos envolvidos se uniram em prol da segurança e do bem-estar do nilopolitano que gosta de frequentar este excelente local. Temos muitos bares e restaurante de qualidade equiparável ou até melhores que os localizados na Zona Sul do Rio de Janeiro e justamente devemos também ter o mesmo nível de segurança e ordenamento”, concluiu.

Calçadas livres e nenhum registro de crime

Após a operação, os moradores puderam transitar tranquilamente pelo local. As calçadas que antes eram ocupadas irregularmente por cadeiras, mesas e equipamentos de som retornaram a ser apenas local de passagem para os pedestres e até mesmo um espaço livre para um bom bate-papo. “Comerciante correto não quer bagunça na sua porta. Quem gosta de baderna não quer crescer. Se limita a apenas viver da bagunça e isso prejudica os comerciantes de bem. Eu como comerciante dou meus parabéns pelas ações e torço para que as operações continuem”, disse um lojista que optou por manter o anonimato por medo de represália de outros comerciantes que não concordam com a operação.

POLO GASTRONÔMICO
Foto: Divulgação

Além disso, de acordo com os órgãos de segurança pública, não houve nenhum registro de crime ou quaisquer outro tipo no trecho da Rua Alberto Teixeira da Cunha, entre as ruas Eliseu de Alvarenga e Roldão Gonçalves. O trânsito voltou a fluir de forma normal e os moradores não registraram nenhuma queixa junto à Ouvidoria da Prefeitura nos dias seguintes às operações.

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