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Nilópolis pode ter número recorde de candidatos a prefeito

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Os nilopolitanos podem ter um número recorde de opções para escolher quem irá governar o Município nos anos de 2021 à 2024. Acostumados a se decidirem, na maioria das vezes, entre no máximo cinco candidatos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 32 partidos poderão lançar candidaturas nas eleições majoritárias e proporcionais de 2020. Em 2012 três candidatos disputaram a prefeitura. Já em 2016 foram quatro candidatos.

Apesar de sempre haver alguns candidatos “solitários”, desde 1988 que a eleição em Nilópolis é disputada na maioria das vezes por dois grupos políticos, de um lado os que fazem parte da família Sessim e David e do outro o grupo político encabeçado pelos ex-prefeitos Manoel Rosa e Alessandro Calazans. Por cinco vezes o clã David-Sessim governou o município, enquanto que o outro grupo administrou a prefeitura por três vezes.

Exceção apenas pelo mandato interino de Oswaldo Costa, que assumiu em 18 de dezembro de 2012 e ficou no cargo até o dia 31, após o então prefeito, Sergio Sessim, ter se ausentado do cargo por problemas de saúde. Fora isso, o comando administrativo da cidade vem sendo revezado ao longo desse tempo por integrantes de um, ou do outro grupo. No entanto, a probabilidade de haver uma mudança nesse troca-troca político é grande por conta da Emenda Constitucional 97/2017 que obriga o lançamento de chapa própria para cada partido, valendo apenas a coligação para a candidatura de prefeito.

Efeito Bolsonaro

Além das mudanças na legislação eleitoral, o resultado das últimas eleições fez com que “novas caras” estejam se apresentando como uma opção aos tradicionais políticos. É o que os especialistas chamam de “efeito Bolsonaro”, que se traduz ainda com a eleição do ex-juiz federal Wilson Witzel para governador do Rio de Janeiro, além de uma renovação na maioria das câmaras estaduais. “O povo deu o recado nas urnas. Grandes e antigos caciques não foram eleitos e até mesmo os novos candidatos, mas que tinham por trás o apoio desses caciques também ficaram de fora. Resta saber como se comportará o eleitorado nas eleições municipais”, disse o especialista João Carlos Silva.

João relembra também a derrota de Simão Sessim na última eleição para deputado federal. Após exercer dez mandatos na Câmara Federal, Simão se viu derrotado e teve que se contentar com o cargo de representante do governo de Wilson Witzel (PSC) em Brasília. “Simão sempre foi a representação de um grande líder político em Nilópolis mas já há algum tempo o seu eleitorado tem caído e o auge dessa queda aconteceu agora”, completou.

Desejo de mudanças

Outro fator que pode estar despertando a vontade de novos personagens estarem surgindo na disputa pelo cargo máximo do Executivo municipal é o fato de nos últimos pleitos a população optou por não reeleger os prefeitos. Curiosamente o único que conseguiu se reeleger foi o atual prefeito, Farid Abrão David, que governou entre 2001 e 2008. Dali em diante o desejo de mudança prevaleceu.

FARID E ABRAÃOZINHO
Farid Abrão e Abraãozinho David. Foto: Divulgação

Sobre Farid Abrão resta uma incógnita. Nos corredores da prefeitura, nas rodas de conversas pelas esquinas do Município e nas redes sociais, o que prevalece é que o próprio Farid estaria disposto a passar o cargo e tentar eleger o sobrinho e vereador, Abraão David Neto, que poderia seguir os passos de seu pai, Miguel Abraão David, que foi prefeito de Nilópolis entre os anos de 1983 e 1988.

Da esquerda para direita. Mauro Rogério de Jesus, Jorge Henrique da Costa Nunes, Jorge Nei Hungria e Doutor Rodrigo Rocha.

Fato é que muita coisa ainda pode acontecer e novamente outro fato raro pode acontecer em Nilópolis. Pelo menos dois vereadores e dois ex-vereadores podem disputar o cargo de prefeito. Apesar de ainda não haver nada oficializado, os nomes de Mauro Nascimento Rogério de Jesus (Maurinho do Paiol), Jorge Henrique Nunes (Dedinho), Jorge Nei Hungria e Dr. Rodrigo Rocha são citados nas redes sociais como possíveis postulantes ao cargo de prefeito.  Todos seriam debutantes nessa empreitada.

Empresários na disputa

Além dos já citados, outros nomes começam a surgir na boca do povo também com pretensões ao cargo de prefeito. Na lista aparecem pelo menos três empresários que buscam a simpatia do eleitorado, pelo fato de não serem políticos: Wander Oliveira e Juan Medeiros. Além disso, um outro nome aparece como um possível candidato, Paulo do Espeto Brasileiro. Porém, em contato com a nossa redação, o empresário afirma que não confirma nenhuma pré-candidatura para prefeito.

RODRIGO E NECA
Rodrigo e seu pai, Manoel Rosa. Foto: Reprodução do Facebook

Rodrigo Billard é filho do ex-prefeito Manoel Rosa (Neca) e tenta usar o passado do pai a seu favor, quando governou Nilópolis de 1993 à 1996 e conseguiu eleger seu sucessor, José Carlos Cunha. Neca na época havia quebrado a hegemonia do clã David-Sessim, que estava no poder há oito anos.

FELIPE CAVALCANTI
Felipe entre Ricardo e Farid Abrão. Foto: Reprodução do Facebook

O ex-secretário de Governo da atual gestão de Farid Abrão e ex-secretário de Segurança Pública na gestão de Alessandro Calazans, Felipe Cavalcanti, aposta na popularidade que conquistou ao estar ao lado de Flávio Bolsonaro e do governador Wilson Witzel para tentar ser prefeito. Apesar de publicamente negar, pessoas mais chegadas a ele dizem que ele analisa o cenário e sua decisão pode sair nos últimos instantes.

Além disso há ainda partidos menores que longe dos holofotes sempre apresentam seus candidatos. É esperar para ver.

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