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Pedestres sofrem com as escadas rolantes do Calçadão de Nilópolis

CONSERTO ESCADA
Foto: Divulgação
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Inaugurada em 21 de agosto de 2013, o que poderia ser o simbolo da mobilidade, virou um verdadeiro tormento. A escada rolante que liga o Calçadão da Avenida Mirandela à Estação Ferroviária está parada. E o problema é frequente e ocorre desde os primeiros dias de uso. De acordo com moradores, são poucas as vezes em que as quatro escadas – um par maior de acesso ao mezanino e um par menor para alcançar a estação - funcionaram perfeitamente, o que dificulta a travessia de idosos e deficientes físicos.

[caption id="attachment_40201" align="aligncenter" width="500"] Foto: AVDMF[/caption]

E a "saga da escada rolante", como já foi batizada pelos moradores, é antiga. O equipamento começou a ser instalado ainda em 2011, durante as obras de reforma do Calçadão. Bancadas pelo Governo do Estado, a obra durou quase quatro anos, sendo iniciada no mandato do ex-prefeito Sergio Sessim e só concluída pelo atual prefeito, Alessandro Calazans, que culpa a falta de peças de reposição e o vandalismo para o problema. De acordo com o prefeito, logo após a inauguração o equipamento foi alvo de vandalismo, de acordo com laudo emitido pela Hydra, empresa que executou a obra de reforma do Calçadão da Mirandela, no entanto, desde então o não funcionamento se deve a defeitos.

Em janeiro de 2014, o prefeito Calazans se reuniu com representantes da Hydra.“A Hydra precisa encontrar uma solução. As escadas  têm fabricação chinesa, entendo que foi instalada no final do governo anterior e como não foi colocada para funcionar, aconteceu a perda do tempo de garantia. Eles precisam ver com o fabricante, com empresas que fazem manutenção,   enfim, as escadas precisam funcionar”,  explicou o prefeito.

Recentemente, o prefeito Alessandro Calazans, sinalizou que irá contratar uma nova empresa para realizar a manutenção do equipamento, para por, definitivamente, um fim a essa novela mexicana.

Inaugurada em 21 de agosto de 2013, o que poderia ser o simbolo da mobilidade, virou um verdadeiro tormento. A escada rolante que liga o Calçadão da Avenida Mirandela à Estação Ferroviária passa a maior parte do seu tempo parada. E o problema ocorre desde os primeiros dias de uso. De acordo com moradores, são poucas as vezes em que as quatro escadas – um par maior de acesso ao mezanino e um par menor para alcançar a estação – funcionaram perfeitamente, o que dificulta a travessia de idosos e deficientes físicos.

E a “saga da escada rolante”, como já foi batizada pelos moradores, é antiga. O equipamento começou a ser instalado ainda em 2011, durante as obras de reforma do Calçadão. Bancadas pelo Governo do Estado, a obra durou quase quatro anos, sendo iniciada no mandato do ex-prefeito Sergio Sessim e só concluída pelo então prefeito Alessandro Calazans, que culpou a falta de peças de reposição e o vandalismo para o problema. De acordo com o prefeito, logo após a inauguração o equipamento foi alvo de vandalismo, de acordo com laudo emitido pela Hydra, empresa que executou a obra de reforma do Calçadão da Mirandela, no entanto, desde então o não funcionamento se deve a defeitos.

 

Promessas

Mas a população quer uma solução definitiva para o problema. Em janeiro de 2014, o então prefeito Calazans se reuniu com representantes da empresa que realizou a instalação do equipamento. Na época o prefeito exigiu uma solução:

“A Hydra precisa encontrar uma solução. As escadas  têm fabricação chinesa, entendo que foi instalada no final do governo anterior e como não foi colocada para funcionar, aconteceu a perda do tempo de garantia. Eles precisam ver com o fabricante, com empresas que fazem manutenção,   enfim, as escadas precisam funcionar”,  explicou o prefeito.

Ao assumir em 2017 o atual prefeito, Farid Abrão, deu início a uma verdadeira força-tarefa para tentar manter a escada em constante funcionamento, inclusive contratou uma nova empresa que apesar das dificuldades impostas pela qualidade do equipamento, diga-se de passagem considerada duvidosa por técnicos e especialistas, reduziu o número de horas paradas do equipamento.

Mas agora a culpa não era apenas do equipamento e sim do mau uso por parte de uma parcela da população. Em 2018, a Prefeitura divulgou uma nota em que a Secretaria Municipal de Obras, atribuía os danos à grande demanda de ocorrências por chinelos, sandálias, copos plásticos e entre outras coisas que são deixados no equipamento, sem contar com crianças que, mesmo acompanhadas dos seus responsáveis, andam em sentido contrário ao do movimento da escada ou, mais grave ainda, praticam o surfe de corrimão, cavalgando sobre ele. Tais práticas, de acordo com o órgão, além de causar danos aos equipamentos podem causar incidentes e acidentes graves.

Rampas

RODRIGO ROCHA
Dr. Rodrigo Rocha. Foto: Divulgação

Em 2015 o então vereador, Dr. Rodrigo Rocha, apresentou na Câmara Municipal uma indicação em que solicitava a instalação de rampas no lugar das escadas rolantes. Para ele, os equipamentos não eram a solução correta para os deficientes:

“Os cidadãos cadeirantes tem o direito de fazer seus deslocamentos, sempre que possível, sem a necessidade de ajuda ou de retirada de suas cadeiras de rodas para se deslocarem, eles querem se sentir produtivos e capazes de gerir suas vidas sozinhos, como o restante da população. Nesse sentido, é importante que haja rampas que atenda e promovam a acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida”, justificou.

Apesar de ter sido aprovado pelos demais colegas vereadores, a indicação não foi atendida pelo Executivo municipal. Nem o ex-prefeito Alessandro Calazans e nem o seu sucessor, Farid Abrão, quiseram resolver o problema desta forma.

Para o especialista em mobilidade, Bruno Barreto, a adoção de uma passarela seria a solução mais barata para o local:

“Diferente de um shopping center em que há manutenção preventiva e a incidência de vandalismo é praticamente nula, a área do calçadão está exposta a estes problemas. A adoção de uma passarela seria a solução mais barata, não seria a ideal, mas reduziria os custos com manutenção e de certa forma atenderia aos deficientes, idosos e gestantes”, disse.

Passados seis anos da “inauguração” do equipamento ainda não se tem uma previsão do fim dessa novela mexicana.

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