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Centro Transportes

Deficientes no colo: SuperVia adota modalidade de acessibilidade assistida em Nilópolis

CADEIRANTE CARREGADO NO COLO
Cadeirante é carregado no colo. Foto: Via Whatsapp
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No último dia 10, publicamos uma matéria em que o deputado estadual Rodrigo Amorim, atendendo a uma iniciativa do empresário e morador, Leandro Hungria, cobrava da concessionária SuperVia o cumprimento da Lei Federal nº 10.098, popularmente conhecida como Lei da Acessibilidade.

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Carregar no colo é normal

Além de não cumprir a Lei, a concessionária que, diga-se de passagem, vem tratando os moradores de Nilópolis com bastante desrespeito já há bastante tempo, enviou uma resposta ao parlamentar, no mínimo curiosa. De acordo com a SuperVia, “a concessionária adota a modalidade de acessibilidade assistida aos passageiros que possuem alguma deficiência ou mobilidade reduzida”, acrescentando ainda que “os agentes de controle, jovens aprendizes e a equipe do “Posso Ajudar”, recebem treinamentos estando aptos a apoiá-los”.

IDOSO SOBE ESCADAS
Idoso é obrigado a subir a escadaria. Foto: Divulgação

Na prática a resposta da concessionária trata com normalidade o ato de carregar cadeirantes, idosos ou aqueles que possuem mobilidade reduzida no colo. Para o empresário Leandro Hungria, a resposta da concessionária pode ser considerada um grande deboche para com a população nilopolitana:

“Todos nós sabemos que existe a Lei Federal nº 10.098 que obriga as empresas concessionárias de transportes a dotarem veículos e estações de condições que permitam o deslocamento de deficientes físicos. Em Nilópolis não há nada disso, o acesso às plataformas é feito, exclusivamente, por escadas e a descida ou subida dos cadeirantes, por exemplo, só pode ser feito carregando no colo, expondo todos ao risco de um acidente, que pode até ser fatal”, diz o empresário.

VEJA A INTEGRA DA RESPOSTA

Somente 22 estações adaptadas

ESTAÇÃO DE NILÓPOLIS
Estação de Nilópolis conta apenas com escadas. Foto: Reprodução da Internet

Em outra parte da resposta, a SuperVia alega que “diversas estações ferroviárias já sofreram intervenções que contemplam itens de acessibilidade” e que para as demais estações estão sendo feitos estudos. Mas a realidade não é bem assim.

A SuperVia opera o serviço de trens urbanos na região metropolitana numa malha ferroviária de 270 quilômetros, trafegados através de cinco ramais, três extensões e 104 estações de trem, destas apenas 22 estão dentro das normas de acessibilidade. Segundo informado pela própria concessionária, cerca de 600 mil passageiros são transportados diariamente nos trens, em 12 municípios.

Apesar da importância, as últimas obras que contemplam os tais itens de acessibilidade foram entregues em 2016. Desde então nada foi feito e não se vê nenhum movimento nesse sentido.

Sobre os problemas, a SuperVia ressaltou que a ferrovia foi construída há mais de 150 anos, e as estações não tinham investimentos há 40 anos.

RODRIGO AMORIM E LEANDRO HUNGRIA
O empresário Leandro Hungria e o deputado Rodrigo Amorim. Foto: Divulgação

Cobranças vão continuar

O empresário Leandro Hungria garante que apesar da resposta da concessionária não irá desistir:

“Não vamos desistir. Tanto eu quanto o deputado Rodrigo Amorim, vamos continuar as cobranças e se for preciso iremos buscar outras instâncias, como por exemplo, buscar ajuda junto ao governador Wilson Witzel. O povo de Nilópolis merece respeito. Não queremos reformas faraônicas, apenas que as leis sejam respeitadas pela concessionária”, concluiu ele.

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