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Pastor é alvo de ataques após lançar pré-candidatura a prefeito de Nilópolis

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As eleições municipais só acontecerão em 2020, apesar de ainda não estarmos no período de campanha, alguns possíveis candidatos já usam as redes sociais para divulgar suas ações e intenções. E da mesma forma, alguns aproveitam para iniciar uma verdadeira guerra, onde o ataque por meio de notícias falsas (fake news) ou insultos são os únicos objetivos para chamar a atenção do eleitorado.

Um dos primeiros a sofrer com as páginas e perfis fakes foi o pastor Wander Oliveira. Desde que anunciou a sua pretensão em disputar o cargo de prefeito de Nilópolis, o evangélico vem sofrendo com a ação de possíveis adversários políticos que se escondem atrás de páginas ou perfis falsos. O nível dos ataques desceu a tal modo que o alvo passou a ser a família do pastor.

Um dos ataques mais fortes foi feito através de uma publicação em uma polêmica página. Sem autores conhecidos oficialmente, a página publicou uma suposta informação de que Wander Oliveira estaria traindo sua esposa e, inclusive já estaria morando com sua suposta amante, deixando para trás seus filhos. A página vai mais além, abusando do humor, um vídeo com uma paródia usando o personagem Chaves, recheado de ofensas foi publicada. Nas publicações há insinuações sobre a traição e de que o pastor seria funcionário “fantasma” da Prefeitura de Nilópolis.

Resposta

Após a repercussão, Wander Oliveira gravou um vídeo ao lado de sua ex-esposa e desmentiu as acusações. Além disso, ele revelou que vai acionar a Justiça para que se apure quem está por detrás dos ataques e a ligação política dos envolvidos, além de cobrar reparação diante das acusações.

Página polêmica

Esta não é a primeira vez que uma página do Facebook se vê envolvida com polêmicas. Em 2015, um ano antes das eleições municipais de 2016, o então prefeito Alessandro Calazans e o secretário municipal de Segurança Pública, Felipe Cavalcanti, foram alvos de publicações caluniosas ou tendenciosas.

Em agosto de 2016, uma ação foi movida no TRE-RJ solicitando a suspensão da página. Sendo o autor, o ex-prefeito Alessandro Calazans que estava concorrendo à reeleição para Prefeito. Segundo ele, a página realizava postagens ofensivas à sua imagem. A partir disso, a Justiça Eleitoral mandou o Facebook retirar as postagens ofensivas mas com a continuação de ataques políticos, o Juiz Eleitoral Dr. Luiz Alberto Barbosa da Silva determinou a suspensão da página.

Após as eleições, a página voltou ao ar. Em janeiro de 2018 a página ficou fora do ar por um breve período, retornando dias depois. Segundo as regras do Facebook, para uma página ser suspensa ou banida devem ocorrer as seguintes situações: Ameaças diretas aos usuários, promoção de suicídio ou autoflagelação, envolvimento com organizações criminosas, Bullying, assédio, ataques a figuras públicas, atividades criminosas, exploração sexual e comércio de produtos controlados (remédios etc). O Facebook não revelou qual seria o motivo da retirada da página.

Sobre as páginas

As páginas que para alguns servem como uma forma de denunciar problemas que acontecem no município de Nilópolis, também são consideradas por muitos como uma forma de atacar adversários políticos. Sem conhecimento de seus autores, o serviço alcançou popularidade e ganhou status de utilidade pública, mas também já protagonizou fatos desagradáveis, como o anúncio da morte de quem ainda estava vivo.

Sem haver nenhum tipo de preocupação com a apuração dos fatos, supostamente enviados por “leitores” ou “amigos da página”, como os autores denominam, aqueles que enviam denúncias e fotos para serem publicadas, o canal, divide a opinião dos moradores.

Fato é que as eleições estão chegando e com certeza páginas e fakes irão surgir aos montes. Caberá ao público separar o joio do trigo.