Polícia Transportes

Vídeo expõe a rotina de agressões e xingamentos que os agentes de trânsito sofrem nas ruas de Nilópolis

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Fazer valer as leis de trânsito virou profissão arriscada. A agressão sofrida pelo agente Pontes,  do 1º Grupamento Especializado de Trânsito, da Secretaria Municipal de Transportes, ocorrida na última quinta-feira (03) no cruzamento entre as ruas Getúlio Vargas e Antônio João de Mendonça, no Centro de Nilópolis, expôs a rotina de agressões e xingamentos que os agentes de trânsito sofrem nas ruas do município.

A agressão teria ocorrido após o motorista de um automóvel sedã estar trafegando na contra-mão pela Rua Antônio João de Mendonça, no trecho entre as ruas João Pessoa e Getúlio Vargas. Ele teria se irritado com a abordagem do agente, que fazia uma operação de conscientização à respeito de irregularidades no local. “Nosso agente estava ali apenas para orientar sobre a mudança de sentido que aconteceu ali. Não estamos trabalhando com punição, apenas conscientizando sobre as mudanças e orientando os condutores”, disse o coordenador do 1º Grupamento Especializado de Trânsito – GET, agente Marques.

A situação vivida pelo agentes Pontes não é a primeira e, lamentavelmente, não será a única. Em Nilópolis não é possível cravar um cenário, uma vez que nem todas as agressões são denunciadas pelos agentes, porém, a maioria dos agentes de trânsito da Cidade já passaram por alguma situação de agressão ou coação.  Estima-se que todas as semanas pelo menos dois agentes sejam desacatados nas ruas.

Os tipos de agressão mais frequentes são ameaça, desacato e lesão corporal leve. E todas são crime, já que é proibido desacatar funcionário público. A pena prevista no código penal é de seis meses a dois anos de prisão, ou multa. “É uma profissão difícil porque a gente lida com o bolso dos outros. Como a pessoa não aprendeu (a seguir) as regras de trânsito como deveria, acaba o agente de trânsito tendo que ser educador e juiz ao mesmo tempo ao fazer a punição. Só que muita gente não aceita”, disse um agente, que optamos por não identificar.

No caso da agressão ao agente Pontes, o condutor teria se identificado como policial e estaria armado. Não houve uso da arma, porém, a agressão física resultou em ferimentos leves no agente. O caso foi registrado na 57ª DP (Nilópolis) e o motorista fugiu após a intervenção de populares. “Tudo começou quando o condutor não teria gostado de ser abordado e iniciou uma discussão. Mesmo estando no sentido contrário da via, o nosso agente estava ali apenas para orientá-lo, já que mesmo estando sinalizado, muita gente ainda não se acostumou com a extinção da mão-dupla na Rua Antônio João Mendonça”, contou.

AGENTES DE TRÂNSITO
Os agentes estiveram e Brasília e ganharam também o apoio do deputado estadual, Rodrigo Amorim. Foto: Reprodução da Internet.

 

Na busca por mudar este cenário, quatro agentes de trânsito do município de Nilópolis decidiram ir a Brasília para cobrar a aprovação do plano de carreira nacional para a categoria e a inclusão dos mesmos no projeto de lei que vai definir novas regras para a posse de armas (PL3273/19).

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