Nova Cidade Polícia

Mãe quer criar ONG em Nilópolis para salvar crianças da violência

LUCIANA
Foto: Divulgação
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Toda vez que Luciana Pimenta assiste ou ler uma notícia em que envolva crianças vítimas de violência, ela relembra o dia 16 de março deste ano, quando seu filho, Kauan Peixoto, de 12 anos, morreu após ser atingido por dois disparos ao sair para comprar um lanche na Chatuba, em Mesquita.

Moradora do bairro Nova Cidade, apesar da tristeza, ela se ampara nos outros três filhos  e tenta retomar a rotina após a tragédia:

— A gente sobrevive. Tem horas em que a ficha cai, aí bate aquela tristeza. Mas a gente tem que continuar sobrevivendo. Eu prometi a ele que sobreviveria.

Desde que Kauan morreu, Luciana começou a participar de movimentos sociais com outras mães que tiveram seus filhos mortos. Tem frequentado eventos, reuniões e se solidariza com a dor de outras famílias.

Kauan passava o fim de semana com o pai, na Chatuba, e tinha ido comprar um lanche, quando foi alvejado. Luciana disse que o laudo do IML confirmou que um dos tiros acertou um dos pulmões do menino. A Polícia Civil não confirma. Questionada sobre as investigações, disse apenas que a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) continua investigando o crime.

Kauan Peixoto completaria 13 anos no dia 9 deste mês. O estudante sonhava ser policial militar. Quase sete meses depois de sua morte, Luciana Pimenta pretende colocar em prática a promessa que fez ao menino no dia em que ele foi sepultado, em Nilópolis: criar uma ONG.

KAUÃ
Kauã morreu após ser atingido na troca de tiros. Foto: Reprodução da Internet

 

No dia em que ele foi sepultado, fiz essa promessa de contribuir para que outras mães não passem por isso. É o meu projeto. Acho que se as crianças e jovens estiverem dentro de um espaço praticando esportes, fazendo cursos, vão estar mais seguros. A polícia vai ter mais cuidado para entrar nessas comunidades — conta Luciana.

A ideia é que a ONG tenha aulas de dança, esportes e cursos para crianças e adolescentes. Inicialmente, vai funcionar no bairro Nova Cidade, em Nilópolis, onde a família vive, mas ela pretende expandir:

— Estou buscando parcerias. Minha ideia é, futuramente, levar essa ONG para outras comunidades. Toda minha luta é por ele.

Voluntários que queiram doar computadores ou participar da ONG, como professores, podem fazer contato pelo email [email protected].