Poder Legislativo

Rodrigo Amorim vota contra a soltura de deputados presos pela operação Furna da Onça

JORGE NEI, RODRIGO AMORIM E LEANDRO HUNGRIA
Jorge Nei, Rodrigo Amorim e Leandro Hungria. Foto: Divulgação
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O deputado estadual, Rodrigo Amorim (PSL), que vem se destacando por apresentar propostas em benefício do município de Nilópolis e que tem como amigo o empresário Leandro Hungria, foi um dos vinte e cinco parlamentares que votaram contra a soltura dos deputados estaduais que estavam presos pela operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio.

A sessão que tirou da cadeia André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB) foi realizada nesta terça-feira (22) e causou indignação na população.  Por 39 a 25 a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acabou livrando da punição o grupo capturado em novembro do ano passado sob acusação de montar um esquema criminoso na Casa.

O resultado será publicado no Diário Oficial desta quarta-feira e, em seguida, a Alerj vai comunicar oficialmente o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) a decisão. Somente após isso devem ser expedidos os alvarás de soltura dos deputados presos e possíveis medidas cautelares pelo TRF2.
DEPUTADOS SOLTOS
O quinteto beneficiado. Foto: Divulgação
Mesmo que seja solto, o quinteto deverá se manter afastado do mandato. Isso porque a posse conferida na cadeia foi suspensa este mês pelo Tribunal de Justiça do Rio. E a Alerj ainda não recorreu.
Rodrigo Amorim foi o deputado estadual mais votado o deputado estadual mais votado no Rio em 2018 com 140.666 votos, destes 2.289 votos foram obtidos nas urnas de Nilópolis.

Quem votou pela soltura dos deputados

– Anderson Alexandre (SD)
– Andre Ceciliano (PT)
– Bagueira (SD)
– Brazao (PL)
– Bruno Dauaire (PSC)
– Carlos Minc (PSB)
– Chico Machado (PSD)
– Coronel Salema (PSL)
– Delegado Carlos Augusto (PSD)
– Dr. Deodalto (DEM)
– Enfermeira Rejane (PC do B)
– Franciane Motta (MDB)
– Gil Viana (PSL)
– Gustavo Schmidt (PSL)
– Gustavo Tutuca (MDB)
– Giovani Ratinho (PTC)
– Jair Bittencourt (PP)
– João Peixoto (DC)
– Jorge Felipe Neto (PSD)
– Léo Vieira (PRTB)
– Lucinha (PSDB)
– Marcelo Cabelereiro (DC)
– Marcio Canella (MDB)
– Márcio Pacheco (PSC)
– Marcos Muller (PHS)
– Max Lemos (MDB)
– Renato Cozzolino (PRP)
– Renato Zaca (PSL)
– Rodrigo Bacellar (SDD)
– Rosenverg Reis (MDB)
– Samuel Malafaia (DEM)
– Sérgio Fernandes (PDT)
– Sérgio Louback (PSC)
– Thiago Pampolha (PDT)
– Val Ceasa (Patriota)
– Valdecy da Saúde (PHS)
– Vandro Familia (SDD)
– Waldeck Carneiro (PT)
– Zeidan Lula (PT)

Quem votou contra a soltura dos deputados

– Alana Passos (PSL)
– Alexandre Freitas (Novo)
– Anderson Moraes (PSL)
– Bebeto (Podemos)
– Carlos Marcedo (PRB)
– Chicão Bulhões (Novo)
– Dani Monteiro (PSOL)
– Daniel Librelon (PRB)
– Dr. Serginho (PSL)
– Eliomar Coelho (PSOL)
– Filipi Soares (DEM)
– Filippe Poubel (PSL)
– Flávio Serafini (PSOL)
– Luiz Paulo (PSBD)
– Marcelo do seu Dino (PSL)
– Márcio Gualberto (PSL)
– Marina Rocha (PMB)
– Martha Rocha (PDT)
– Mônica Francisco (PSOL)
– Renan Ferreirinha (PSB)
– Renata Souza (PSOL)
Rodrigo Amorim (PSL)
– Rosane Felix (PSB)
– Sub Tenente Bernardo (PROS)
– Welberth Rezende (PPS)

Mais de R$ 50 milhões em propinas

Desdobramento da Lava Jato, a Furna da Onça mira um suposto esquema que teria movimentado R$ 54,5 milhões em propinas, entre 2011 e 2014, segundo mandato do governador Sérgio Cabral (MDB). Inicialmente, foram emitidos dez mandados de prisão. No entanto, parte dos parlamentares já cumpria prisão desde novembro de 2017 por conta da Operação Cadeia Velha.

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