Transportes

Pedestres que transitam nas ruas também prejudicam o trânsito em Nilópolis

PEDESTRE NA RUA
Pedestre caminha entre os veículos. Foto: Reprodução da Internet
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um milhão de pessoas morrem por ano vítimas de acidentes de trânsito no mundo. Só no Brasil, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 9,5 mil pessoas, em média, perdem a vida em atropelamentos todos os anos.

A maioria dos casos acontece por imprudência de ambos os lados. Se em alguns casos os pedestres são expulsos das calçadas por conta da ocupação irregular e desordenada, também há aqueles que criaram o mal hábito de andar nas ruas, em um duelo desigual e quase suicida.

É importante destacar que os pedestres também têm deveres, que estão especificados no Código de Trânsito Brasileiro – CTB. De acordo com o artigo 254, é proibido, entre outras atitudes, “atravessar a via dentro das áreas de cruzamento, salvo quando houver sinalização para esse fim”.  A lei estabelece multa, mas como não há regulamentação para essa penalidade, os infratores seguem impunes. Talvez essa falta de regulamentação é a que leva os pedestres a andar nas vias.

Mães e pais com filhos pequenos, idosos, adolescentes com fones no ouvido, que correm o risco de serem atropelados. Uma mulher, que não quis se identificar, justificou a ação dizendo que era a correria do dia a dia. “Na rua é mais rápido, as calçadas são irregulares e atrasam muito o caminhar. Sei que não é correto, mas todo mundo faz isso, é comum”, disse.

A bem da verdade é que a falta de civilidade transformou o trânsito nilopolitano em uma verdadeira bagunça. São carros nas calçadas, pedestres nas ruas, estabelecimentos comerciais que usam as calçadas e as ruas como extensão dos seus negócios, isso sem contar aquelas pessoas que não se importam em estacionar nas ruas e prejudicar os demais.

Muito mais do que culpar o poder público, o cidadão nilopolitano deveria reavaliar suas atitudes e olhar mais como elas estão transformando o município em um local cada vez mais difícil de se viver.

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