Olinda Polícia

Enterrada em Nilópolis mulher torturada por três dias pelo companheiro

VANESSA
Vanessa teria sido morta pelo companheiro. Foto: Divulgação
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Foi sepultada nesta segunda-feira (04), no Cemitério Municipal de Nilópolis, em Olinda, Vanessa Silva do Nascimento Chaves. A jovem que tinha 23 anos teria sido espancada, torturada e mantida em cárcere privado por três dias pelo seu companheiro, Douglas da Silva Arnauld, de 32 anos.

Segundo informações, as agressões teriam ocorrido na frente do filho da vítima, de apenas seis anos. A delegada Mônica Areal, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Iguaçu, vai pedir nesta terça-feira, que a Justiça converta em preventiva a prisão temporária de Douglas, que foi detido no último sábado por agentes da Deam, quando estava em casa, em Nova Iguaçu. Ele e Vanessa mantinham um relacionamento há pelo menos três anos.

DOUGLAS
Douglas é investigado pela Polícia. Foto: Reprodução das Redes Sociais

 

Para a delegada Mônica Areal não há duvida que Douglas está envolvido na morte de Vanessa.

—Não tenho dúvida nenhuma de que o Douglas é culpado pelo espancamento e morte da Vanessa. Ele vai responder por cárcere privado e tortura seguida de morte. Também vamos ouvir o filha da vítima. Após ser preso, o Douglas foi ouvido. Ele negou o crime e disse apenas que deu um tapa na Vanessa — disse a delegada.

Vanessa chegou a ser medicada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Austin e no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu por conta de um traumatismo craniano.

Cárcere privado

A polícia investiga a informação de que Vanessa chegou a ficar três dias em cárcere privado, na casa onde morava com Douglas. Ela só procurou a polícia no dia 22 de outubro, quando foi libertada do cárcere por uma pessoa ainda não identificada.

Depois de ser medicada na UPA de Austin, Vanessa passou mal e foi levada para o hospital de Saracuruna, onde morreu, na última sexta-feira (01).

“Estou enterrado minha filha no dia do meu aniversário. Quando eu a vi com vida pela última vez estava com hematomas nos braços nas pernas e com o olho roxo. Era uma menina doce que não merecia isso”, disse Valdir Chaves, pai de Vanessa,de 58 anos.

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