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Em Nilópolis não há muito o que comemorar no Dia Internacional de Lutas da Pessoa com Deficiência

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A cada ano, quando se chega a 3 de dezembro, Dia Internacional de Lutas das Pessoas com Deficiência, quem sofre com mobilidade reduzida sabe bem que não há muito para comemorar, sobretudo em relação à aplicação de políticas públicas já previstas em lei.

Temos no Brasil inúmeras normas que dizem garantir direitos das pessoas com deficiência, porém, o que conseguimos ver em Nilópolis é um descaso na hora de colocar a mão na massa, principalmente no que tange à facilitar o deslocamento. Concessionárias de transportes coletivos disponibilizam recursos de acessibilidade apenas para cumprir as regras, isso quando disponibiliza.

ESTAÇÃO DE NILÓPOLIS
Estação de Nilópolis conta apenas com escadas. Foto: Reprodução da Internet

 

Apesar de ter melhorado nos últimos anos, a mobilidade para quem tem deficiência ainda é condicionada aos entraves provocados por um passado onde a falta de acessibilidade arquitetônica ou sensorial era predominante, tendo como exemplo maior a estação ferroviária, onde a única forma de acesso se dá através de escadas de concreto e os obstáculos como roletas inapropriadas e a falta de telas para informar a chegada e a partida das composições.

Mas a luta das Pessoas com Deficiência ganhou aliados no município, principalmente contra a falta de respeito da Supervia, concessionária de trens que deveria realizar adaptações na estação ferroviária. O empresário nilopolitano, Leandro Hungria, trava uma aguerrida luta para conseguir que a empresa respeite os passageiros, mas as dificuldades são grandes.

LEANDRO HUNGRIA
Leandro Hungria mostra o documento onde cobra providências da SuperVia. Foto: Divulgação

 

“Nem mesmo o apoio do deputado estadual, Rodrigo Amorim, esta sendo possível derrubar as barreiras impostas pela concessionária. Mas não há como desistir diante das cenas humilhantes que vejo diariamente, onde cadeirantes são carregados no colo para que possam embarcar nas composições. Mas aos poucos a gente vai conseguindo reunir mais gente nesta luta e vamos pressionar o governo do Estado a se posicionar”, explica o empresário, nascido e morador de Nilópolis.

Ele expõe as dificuldades e toda a batalha que vem sendo travada contra a concessionária SuperVia  em seu perfil no Facebook e aproveita para conclamar a população a entrar nesta luta. “Minha página no Facebook é o canal que tenho para interagir com aqueles que como eu se indignam diante de tanto desrespeito, podem acessar e me mandar vídeos, fotos enfim, conte seu caso para que possamos mostrar às autoridades o descaso”, pede, divulgando o endereço www.facebook.com/lehungria/

CARRO NA CALÇADA
Carros estacionados na calçada. Foto: Divulgação

 

Mas as dificuldades não se resumem apenas ao sistema ferroviário. Nas calçadas carros, cadeiras, mercadorias, entulhos, enfim, todo tipo de bugiganga ocupa os locais onde as pessoas com deficiência deveriam passar. E quem faz isso, na maioria das vezes tem a certeza da impunidade. Raros são os casos em que as autoridades locais atuam para mudar esta realidade. E há de se dizer que quando atua, faz para não ser punido de alguma forma. E repito, cumpre o mínimo exigido no papel e não pelas experiências cotidianas.

Por isso, ainda não dá para considerar uma data comemorativa. As cobranças precisam continuar nessa luta por ocupação de espaços e com acessibilidade em todos os sentidos.

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