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Moradores de cidades vizinhas jogam lixo em Nilópolis

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Mesmo com a coleta realizada regularmente, o despejo de materiais de construção, objetos domiciliares e até lixo doméstico continua sendo feito em diversos pontos de Nilópolis. Os locais mais atingidos são os bairros Olinda, Cabral, Frigorífico, Nossa Senhora de Fátima e Nova Cidade. Quem mora nestes bairros confirma que são os moradores de outros municípios que estão transformado as áreas em um lixões.

Os bairros fazem limites com os municípios de São João de Meriti, Rio de Janeiro e Mesquita e de acordo com moradores locais, apesar da Secretaria Municipal de Serviços Públicos fazer a coleta de lixo de forma regular, a cada três dias, carroceiros, caminhões e até mesmo pessoas a pé chegam aos bairros lotados de entulhos e lixo e despejam nas esquinas ou em terrenos abandonados. Tudo isso a luz do dia e sem serem incomodados.

ENTULHO
Todo tipo de material é jogado nos locais. Foto: Via Whatsapp

 

Monica é moradora do bairro Frigorífico e fica indignada com a situação. Ela mora na Rua José Martins, e convive com o mau cheiro todos os dias.

“Carros, carroças e até moradores de ruas e comunidades vizinhas jogam tudo isso aqui na rua José Martins, em frente ao ginásio e Vila Olímpica. E se alguém reclamar ainda é ameaçado. Até quando essa pouca vergonha vai continuar acontecendo? Sai e entra prefeito e nenhuma atitude é tomada. Com o calor nem podemos abrir nossas casas por causa de moscas e insetos. Com essas chuvas o lixo entope tudo, dando retorno nas casas . Pagamos os nossos impostos e não é barato! Até quando vamos conviver com essa politicagem? Promessas, promessas e mais promessas”, revolta-se ela.

A situação é a mesma no bairro Nossa Senhora de Fátima. Em várias esquinas das ruas Ernesto Cardoso é possível ver pontos de despejo irregular. Um morador, que pediu para não ser identificado, disse que a situação ali é mais grave ainda:

“Eu mesmo já tentei argumentar com um carroceiro para não jogar entulho aqui perto, mas fui ameaçado com um facão apontado para mim. Ele disse que se eu denunciasse ele, os traficantes da Chatuba iam me fuzilar. Como sou morador não tive outro jeito a não ser me calar e acompanhar essa situação sem poder fazer nada”, relatou ele.

Estrada usada como lixeira

Na Avenida Nilo Peçanha, em Olinda, a via é usada como descarte de lixo. O ponto fica embaixo da RJ-081, oficialmente denominada Rodovia Carlinhos da Tinguá, e apesar de ser uma das entradas do município, o aspecto que se tem é de uma área abandonada:

“Passo sempre por aqui e parece que isso não muda. Não adianta a Prefeitura fazer a limpeza toda semana se todos os dias vêm algumas pessoas e jogam lixo”, lamentou Maria Tereza, que mora nas proximidades e diz ter vergonha de chamar familiares para visitar a sua casa. “Tenho familiares que gostam de vir me visitar, mas eu prefiro até que não venham, é muito lixo e entulho, uma situação vergonhosa”, conclui.

Entre as principais reclamações dos moradores, além do próprio descarte, estão o surgimento de animais peçonhentos como escorpiões e ratos, a falta de fiscalização para punir quem descarta de forma irregular o lixo no local, e maior sensibilidade de quem tem sujado o bairro.

Claudinei de Oliveira, que mora no bairro Nova Cidade, contou que diariamente precisa matar ratos e outros animais peçonhentos que invadem sua casa. “Todo dia tem pelo menos um rato. Não só rato, mas também é muito grande o número de baratas que vêm aparecendo. E não adianta pedir, tem muita gente que mora em Mesquita e vem jogar lixo aqui na porta de casa. Já pedimos ajuda para vereadores, mas não tem nada que resolva esse problema”, disse.

Trabalho conjunto é a solução

REMOÇÃO ENTULHOS
Trabalho de remoção é feito constantemente. Foto: Divulgação

 

Responsável por manter limpa a cidade, o secretário de Serviços Públicos, Jorge Scalise, confirmou que o trabalho é difícil e que mantem equipes atuando nesses pontos críticos, além de contar com o apoio da Coordenadoria de Ordem Pública e quando identificado o autor, este é autuado conforme a Lei de Crimes Ambientais.

“Sabemos da dificuldade e entendemos a reclamação dos moradores, mas infelizmente é necessário que haja uma integração entre os municípios. O problema atinge toda a região e acredito que apenas quando houver um trabalho conjunto poderemos, se não resolver definitivamente, mas minorizar os transtornos. É preciso muito mais do que punição, mas sim a consciência coletiva de que manter as cidades limpas dependem muito mais da população do que do poder público”, finalizou Jorge Scalise.

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