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População vive situação de abandono às margens do Rio Pavuna, no Cabral

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Os moradores do bairro Cabral, que vivem às margens do Rio Pavuna, enfrentam todos os dias o descaso. Alagamento, lixos espalhados pelas ruas, mato alto, iluminação precária, são apenas alguns dos problemas que acometem a população. Toda vez que chove, surge o medo de perder móveis.

“Toda vez que chove é um tormento”, reclama a moradora Meire, que tem uma casa na Rua Coronel França Leite. Os alagamentos causados pela chuva também impedem as pessoas de irem trabalhar. “Pra sair de casa só com aqueles colchões infláveis. Eu não consigo sair”, conta Dona Gloria.

Os moradores contam que nem mais se recordam quando foi feita a última dragagem do rio. “A gente está abandonado aqui. O rio está assoreado, basta chover para a gente ficar aqui apreensivo. Nós vivemos aqui pedindo a Deus”, fala uma moradora.

A dona de casa, Gloria, critica também o abandono da Prefeitura de Nilópolis no local e fala que a coisa só não está pior, por que os próprios moradores limpam as ruas. “A gente se reúne e faz uma vaquinha e paga um rapaz para capinar, mas não é sempre que dá”.

O bairro parece estar esquecido quando a questão são as melhorias necessárias, mas quando se trata de cobrar dos moradores, aí ele é lembrado. “O IPTU todo ano chega aqui em casa e com um valor absurdo. Aí eu pergunto: cadê o retorno do imposto que eu pago?”, reclama Dona Gloria.

A situação também é a mesma na outra margem, já no bairro de Anchieta, no Rio de Janeiro. Assim como na margem nilopolitana, o abandono é igual ou até pior.

“Infelizmente se esquecem que aqui tem gente morando. Nem mais as grades de proteção existem e eu mesmo já perdi um cachorrinho de estimação que caiu no rio. Peço a Deus todos os dias que alguém olhe por nós”, reclama a moradora da margem carioca.

Fato é que a região é carente e depende da ação conjunta das prefeituras do Rio de Janeiro e Nilópolis, além do Governo do Estado.

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