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Assoreamento dos rios Sarapui e Pavuna preocupa os moradores de Nilópolis

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Os rios Sarapui e Pavuna têm gerado grande preocupação aos moradores de Nilópolis, que temem novas inundações e, consequentemente, mais perdas de móveis, entre outros transtornos. Populares observam que há tempos não se vê a presença de dragas fazendo o trabalho de desassoreamento e por isso questionam se a capacidade de drenagem não estaria comprometida.

Cansados de tantos sustos e perdas, ocasionados em diversas enchentes, eles reclamam, principalmente, da falta de manutenção por parte do Instituto Estadual do Ambiente – INEA, órgão do Governo do Estado, responsável pelo serviço.

Moradores revoltados

A maquiadora Maria Rufino conta que mora há 20 anos na rua Coronel França Leite, que fica nas proximidades do Sarapui, e relata ter perdido móveis e eletrodomésticos várias vezes. Mesmo depois de algumas obras realizadas pela Prefeitura de Nilópolis, ela afirma que a água ainda entra em sua casa:

“Mesmo com as trocas de manilhas a rua continua enchendo. O problema não está nelas e sim no rio que está tomado de lixo”, diz ela, que cobra a manutenção constante. Ela lamenta o abandono do local, que pode ser constatado não apenas com relação ao rio, mas também às margens, completamente tomadas de entulho.

BEIRA RIO ALAGADA
No Cabral, o Rio Pavuna transborda constantemente e alaga ruas e casas. Foto: Via Whatsapp

Já o morador da rua Luis Gonzaga, no Cabral, o aposentado Waldir Castelhano, que reside no local há 23 anos, disse que já está em busca de outro imóvel para comprar. Fora dali:

“Não vejo nada ser feito aqui. Faz anos que não nenhuma limpeza. O rio Pavuna virou um grande lixão, daqui a pouco vai dar pra caminhar sobre o lixo. Já estou procurando outro lugar para morar. Sou nascido no bairro e gosto do povo daqui, mas não dá pra ficar gastando dinheiro comprando móveis a cada enchente”, lamenta ele.

Conforme o motorista Wilson Roberto, morador da rua Ernesto Cardoso, no bairro Nossa Senhora de Fátima, próximo ao Sarapui”, há anos ele enfrenta problemas no local. Wilson conta que já chegou a perder tudo com as enchentes. “Fiquei só com a roupa do corpo e mesmo pagando R$ 800 de IPTU a Prefeitura ou o Estada nunca me ajudoaram”, afirma.

Manutenção deve ser periódica

O professor doutor Nobel Penteado de Freitas, coordenador do Núcleo de Estudos Ambientais e do curso de Gestão Ambiental da Uniso, afirma que o ideal é ser feita a manutenção periódica nos rios. “O desassoreamento teria de ser feito periodicamente pois o rio está sempre recebendo resíduos. Se não é possível desassorear para que fique mais fundo, que o serviço seja feito pelo menos para que os rios retornem em seu nível mais original”, diz.

De acordo com o professor, sem manutenção os rios sofrem diminuição da lâmina da água e da oxigenação, entre outros, o que prejudica a preservação da fauna. “Por isso a importância de ter desassoreamento periódico. Sem esse trabalho os rios também acabam acumulando resíduos e, consequentemente, terá menos espaço para a água correr, o que o deixa mais propenso a enchentes”.

Deputado cobra providências

LEANDRO HUNGRIA EM FRENTE AO RIO
Leandro fez questão de ir ao local e registrou imagens do lixo. Foto: Divulgação

Sabendo deste problema, o empresário Leandro Hungria, que mora em Nilópolis e conhece bem as dificuldades daqueles que todos os anos sofrem com as enchentes, levou ao conhecimento do deputado estadual, Rodrigo Amorim (PSL), o estado crítico em que se encontra o Rio Sarapuí:

“Sou nascido, criado e morador de Nilópolis. Já perdi as contas das vezes que vi nosso município ser invadido pelas águas do Rio Sarapuí, bem como os nossos vizinhos de Mesquita que também sofrem com o problema. Fiz questão de ir ao local e registrei a quantidade de lixo que toma conta do rio, quase nem dá pra ver a água de tanto material que tem ali”, disse o empresário.

A proposta foi apresentada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ e virou indicação legislativa, sendo encaminhada ao governador Wilson Witzel para que as medidas sejam tomadas.

Governo ausente

WILSON WITZEL
Governador Wilson Witzel não se manifestou sobre o pedido do deputado. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Apesar da cobrança por parte do deputado estadual e da revolta da população, até o momento o Governo do Estado não se manifestou sobre o caso. Vale lembrar que a última vez que o Rio Sarapui recebeu uma ação de limpeza foi através de uma parceria entre as prefeituras de Nilópolis e Mesquita. O ano era 2017. De lá para cá nada mais foi feito e os problemas só aumentam.

Já pelos lados do Rio Pavuna, a última grande ação de limpeza foi feita há mais de dez anos.

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