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Beija-Flor de Nilópolis promete desfile luxuoso de R$ 9 milhões

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O beija-flor que simboliza a Azul e Branco de Nilópolis vai voar mais alto na Sapucaí, na segunda-feira de carnaval. Para ser mais preciso, a uma altura de 18 metros. O abre-alas, que é acoplado, vai ter mais de 40 metros de comprimento. Com esse desfile, a Deusa da Passarela promete resgatar a grandiosidade, a opulência e a luxuosidade, marcas registradas de antigos carnavais.

— Quando me convidaram foi mesmo para elaborar um projeto que pudesse devolver essa característica da Beija-Flor. É um estilo meu, essas coisas grandiosas. Juntou a fome com a vontade de comer — brinca o carnavalesco Alexandre Louzada, que desenvolve, em dupla com Cid Cavalho, o enredo “Se essa rua fosse minha”, sobre a história de estradas, rotas e caminhos por onde a humanidade passou, até desembocar na Sapucaí.

O público deve ficar atento ao carro 4, o mais alto, que mostra as ruas como palco das manifestações da fé. Ele foi construído com chapas de alumínio e um sistema de camadas que vai subindo ao entrar na Avenida, partindo dos 5,5m iniciais até atingir sua altura máxima, de cerca de 25. A estrutura, em tons dourados e ladeada por quatro anjos, forma a imagem de uma santa. O carro 2, que simboliza o surgimento da roda e vem com uma escultura do imperador de Roma de 12 metros de altura, também é um dos maiores em comprimento: são 30m.

O luxo e grandiosidade do barracão se refletem no ateliê. As fantasias dos cerca de 3 mil componentes das 34 alas são volumosas, com tecidos nobres e pedrarias. Algumas passaram dos R$ 1.500, ainda na fase de protótipo, e tiveram de ser revistas. Mas as da ala das baianas ficaram na casa dos R$ 3 mil, cada.

A plástica atual da escola remete à dos anos 2000, quando ela era considerada imbatível na Avenida. Ao abandonar esse estilo, ela nem sempre foi bem-sucedida. No ano passado, apresentou um desfile bem abaixo do padrão ao qual seu público estava acostumado, e acabou na 11ª colocação:

— Ouço e vejo na internet expressões como “rica”, “poderosa”. Ela nasceu assim. A beija-flor reinventou o carnaval com Joãosinho Trinta. Muitas coisas feitas hoje tiveram o embrião com ele.

Investimento de R$ 9 milhões

Como não poderia deixar de ser, todo esse luxo tem um preço alto. Segundo Alexandre Louzada, o carnaval da escola custou R$ 9 milhões, que faz dele um dos mais caros desse ano entre as agremiações. O valor atual é o dobro do que cada agremiação do Grupo Especial obteve de recursos com direitos de imagem e arrecadação com a venda dos ingressos.

Sem apoio financeiro da prefeitura, segundo o carnavalesco, a escola buscou recursos em outras fontes, para fechar a conta, como na venda de ingressos para shows e em eventos na quadra. Mesmo assim, o carnavalesco diz que teve de ser criativo:

— Não está sendo um carnaval fácil para ninguém. A gente optou por redimensionar algumas alegorias, com um visual mais clean.

Dupla fez história

Alexandre Louzada e Cid Carvalho, os responsáveis pelo desfile deste ano, fizeram história na escola de Nilópolis, de cuja comissão de carnaval participaram em anos diferentes, até assumirem em dupla para esse ano. Os dois tiveram participação na metade dos 14 campeonatos da Azul e branco, resultados que podem ser comparados apenas aos obtidos pelo lendário Joãosinho Trinta.

O último título de Louzada na escola foi no carnaval de 2011, com “A simplicidade de um rei”, homenageando Roberto Carlos; e de Cid, no de 2018, com um enredo que abordava as mazelas atuais do Brasil. Louzada disse que seu estilo sempre foi grandioso e diz sentir saudades dos famosos “puxadinhos da Beija-Flor”. Sobre a parceria com Cid, ele garante que a união permitiu a criação de um estilo híbrido dos dois.

— Na hora da execução, ele ficou mais responsável pelo ateliê (onde são feitas as fantasias) — explicou.

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