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Apesar de gastar mais de R$ 500 mil, Estado não realizou obras para evitar enchentes em Nilópolis

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O tormento de ter as suas casas invadidas pelas águas do Rio Sarapuí ainda está longe do fim. As enchentes ainda prejudicam os moradores de Nilópolis e Mesquita, principalmente aqueles que residem nos bairros mais próximos das margens do rio. Só em 2020 foram registradas pelo menos quatro cheias.

Para dar um fim, ou pelo menos amenizar os transtornos, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, através do Instituto Estadual do Ambiente, firmou em 27 de setembro de 2019 um contrato com a empresa Terratek Tecnologia LTDA, no valor de mais de R$ 500 mil,  para a elaboração de um projeto de recuperação da barragem localizada dentro da área militar do Gericinó. Vale lembrar que as comportas que deveriam evitar os alagamentos nos municípios estão inoperantes, com isso todo o volume de água do Rio Sarapuí está liberado e contribui para os alagamentos.

INEA
Veículo do INEA durante vistoria na barragem. Foto: Divulgação

Em abril de 2019 uma vistoria conjunta, envolvendo agentes das secretarias de Defesa Civil e Meio Ambiente de Nilópolis e da Defesa Civil de Mesquita e do Grupo de Trabalho (GT) de Segurança de Barragens, integrado por agentes da Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec), do Corpo de Bombeiros, do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro – Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), descartou o risco de rompimento da barragem, porém foi comprovada que as comportas estão inoperantes há pelo menos cinco anos. Na época, o INEA chegou a informar que reparos seriam feitas ainda naquele ano, o que não ocorreu e a barragem ainda não voltou a cumprir o seu papel de evitar alagamentos nos municípios de Mesquita e Nilópolis.

A barragem

A barragem de Gericinó foi construída na década de 1990, pela extinta Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA), hoje incorporada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A obra aconteceu após fortes inundações na Baixada Fluminense em 1988, tendo como objetivo controlar as cheias dos rios Sarapuí e Pavuna.

​A barragem é composta por duas estruturas de barramento, uma no Rio Sarapuí e outra no Rio Pavuna, nos municípios de Mesquita e Nilópolis, sendo este último o segundo município mais denso do Estado do Rio de Janeiro.

Além de represar a água que vem do Rio de Janeiro, as barragens fariam com que o lixo que vem daquele município ficasse retido, ajudando na prevenção às cheias.

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