Nilópolis Online
Notícias de Nilópolis todo dia

Lixo jogado pela população no Rio Sarapuí provoca enchentes e alagamentos em Nilópolis

Receba as matérias da sua cidade em primeira mão no seu smartphone ou tablet. WhatsApp CLIQUE AQUI ou Telegram CLIQUE AQUI

A mesma população que culpa o poder público é a mesma que atira sacos de lixo e entulhos no Rio Sarapuí. A imagem que circula nas redes sociais mostra uma quantidade enorme de lixo boiando no leito no rio. Para o engenheiro ambiental Francisco Fernandes, a imagem não retrata nem 10% da quantidade real que existe no rio:

“Calculo que não haja limpeza no Sarapuí há pelo menos uns seis anos, todo esse material que é descartado indevidamente pela população fica depositado nele e vai se acumulando ao longo do seu percurso. O que temos na Chatuba e pouco antes, na área de Bangu, é algo acima do tolerável. Como sabemos o rio passa por áreas dominadas pelo tráfico de drogas, onde não há controle governamental do lixo produzido, sem contar com o descarte de carcaças de veículos roubados feito no próprio rio”, disse o engenheiro.

A situação descrita pelo engenheiro é facilmente vista e sentida por quem mora às margens do Sarapuí. “Tenho vizinhos que não respeitam e jogam tudo dentro do rio e depois quando ele enche ficam reclamando e colocando a culpa no prefeito. Sei que ele tem uma parcela de culpa sim, mas se não fizermos nossa parte ai fica mais difícil mesmo”, relata a cozinheira Maria Cleide, que mora na Rua Coronel França Leite, bem próximo ao rio Sarapuí.

Concluindo, o engenheiro ambiental destaca que é necessário a união entre os governos estadual e municipal para pôr fim ao problema:

“Enquanto cada um ficar isoladamente fazendo o seu nada será mudado. O governo do Estado deveria retomar o projeto da estrada margeando o rio Sarapui e reassentar as famílias em novas áreas, só isso já evitaria que 90% do lixo continuasse a ser descartado. Já as prefeituras deveriam fazer um trabalho maior de conscientização e punir aqueles que insistirem em descartar o lixo nas ruas e nos rios e canais. Finalizando, a população deveria repensar suas atitudes e entender que nada disso será eficaz se as atitudes não forem mudadas”, concluiu o especialista.

você pode gostar também
Comentários
Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós garantimos que está tudo certo com isso, mas você pode não desejar isso. Aceitar Saiba Mais