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Mesquita e Nilópolis não são contemplados pelo Sistema de Alerta de Cheias

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Mais uma vez o descaso do poder público é o responsável pelo sofrimento da população. O temporal que atingiu os municípios de Mesquita e Nilópolis no último final de semana não poderia ser evitado, mas os estragos causados por ele poderiam ser menores se o rio Sarapuí fosse monitorado pelo Sistema de Alerta de Cheias.

Criado em 2009 pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) com o objetivo de informar às autoridades e à população quanto a disponibilidade de chuvas intensas e de inundações graduais (cheias), o Sistema de Alerta de Cheias não monitora o Rio Sarapuí. Segundo o site alertadecheias.inea.rj.gov.br/mapa.php o sistema possui uma rede de estações telemétricas e de radares meteorológicos que enviam, em tempo real, dados de chuva e do nível dos rios monitorados, porém a inovação que poderia evitar perdas humanas e materiais não contempla um dos maiores rios da região.

PRINT TELA INEA
Print do site mostra que nenhuma estação monitora Nilópolis e Mesquita.

Na região de Mesquita e Nilópolis apenas o rio Pavuna é monitorado pelo sistema, através da estação CET Meriti, localizada em São João de Meriti. Até às 6h30 desta terça-feira (03) o estágio era de atenção. Mesmo sendo monitorado, moradores do bairro Cabral alegam não saberem que existe a possibilidade de serem avisados através de mensagens nos celulares sobre a elevação do nível do rio que corta o bairro:

“Não sabia disso, pelo menos até agora. Ninguém nos fala nada e nem mesmo há placas, nada mesmo. A gente só sabe que o nível tá subindo quando olhamos pro rio, mas quando ele sobe de madrugada já estamos com a água entrando em casa. Se soubéssemos, com certeza a gente poderia se prevenir”, disse a aposentada Maria do Rosário, que reside há poucos metros do Pavuna.

Segundo o INEA, para receber os alertas por SMS, basta enviar uma mensagem com o CEP da rua em que mora para o número 40199. Além disso, o órgão informa que as informações atualizadas podem ser verificadas online, curtindo a página do órgão no Facebook ou seguindo o perfil no Twitter e no Instagram.

Para Victor Martins, morador da Chatuba, em Mesquita, se houvesse uma forma de avisar a população os estragos poderiam ser menores. “Inclusive no momento em que o rio transbordou, não havia uma sirene para tocar e alertar os moradores do perigo. A água invadiu em questão de segundos as casas”, relatou ele.

Ainda de acordo com moradores, o rio Sarapuí começou a transbordar por volta das 4h de domingo (1º), mas o nível vinha subindo desde o início da madrugada. “Muita gente estava dormindo quando a água invadiu as casas e não houve muito tempo para salvar as coisas. Só mesmo a solidariedade dos vizinhos que ajudou. As autoridades só vieram a aparecer já pela manhã quando tudo estava destruído”, lamenta o pintor, Luciano Ferreira, morador do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nilópolis.

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