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Coronavírus: aglomeração em filas de bancos acende alerta e preocupa em Nilópolis

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A era digital está aí, com diversos serviços online que podem ser realizados, sobretudo o recebimento de dinheiro e o pagamento de contas, sem precisar sair de casa, mas esta é uma realidade distante para boa parte dos nilopolitanos.

Prova disto são as longas filas em todo final/início de mês, quando são realizados pagamentos de aposentados e trabalhadores, e muitas vezes na mesma ida ao banco a pessoa aproveita para pagar contas, o que aumenta o tempo de permanência.

E em época de pandemia da Covid-19, que tem 44 casos suspeitos e uma morte confirmada em Nilópolis, a formação de longas filas nos bancos, sobretudo do lado de fora, quando se tem pouco controle da distância entre as pessoas, virou alvo de preocupação.

Horário diferenciado

Para evitar aglomerações, os bancos, por recomendação da Febraban, entidade que os representa nacionalmente, estão com horários especiais de atendimento: das 9h às 10h, a preferência é para os idosos, e das 10h às 14h o público em geral.

Dentro desses horários, as pessoas conseguem ter algum tipo de ordem nas filas, mas fora deles, sobretudo nas primeiras horas da manhã, está sendo praticamente impossível haver o distanciamento de 2 metros entre as pessoas, conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde evitar a disseminação do vírus.

Na maioria dos casos, as filas maiores ocorrem nas unidades da Caixa Econômica Federal, onde é feito o pagamento do salário da maioria dos aposentados. O Banco do Brasil, em menor quantidade de pessoas, passa por situação semelhante.

Nesta terça-feira (31), por exemplo, as filas nas portas dos bancos, com centenas de pessoas, começaram antes das 9h. As maiores filas eram na Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.

Em nenhuma delas se respeitava a distância mínima de dois metros entre as pessoas, onde havia tanto idosos com mais de 60 anos (grupos de risco para a Covid-19) quanto pessoas de idade mais inferior.

“Eu fui porque não teve outro jeito, pois tenho de receber pagamento e só indo lá mesmo. Como vi algumas pessoas comentando sobre filas, resolvi ir cedo, umas 8h30, mas fiquei de fora e só fui atendido quase 11h”, disse o representante comercial Arlindo Silva, 29.

FILA BANCO
Apesar do risco, clientes esperam sem respeitar a distância de segurança. Foto: Via Whatsapp

Funcionários preocupados

As aglomerações geradas por filas em bancos são motivo de preocupação também para quem trabalha nessas instituições, sobretudo por conta das pessoas que ainda não entenderam a gravidade da Covid-19.

“Mesmo com material de proteção que o banco dá, vemos que muitas pessoas ainda não deram a importância para a gravidade da doença, então elas não se cuidam e vem para o banco sem nada. Tenho visto muitos idosos circulando por aí sem cuidado algum com a doença”, disse um funcionário da Caixa Econômica Federal.

“Quando é o horário de atendimento, ainda conseguimos fazer com que haja uma certa organização, entra de cinco em cinco pessoas, elas ficam afastadas umas das outras, mas antes do horário de atendimento e depois, no autoatendimento, não tem como controlar”, afirmou.

Monitoramento

Desde o início da pandemia, o Sindicato dos Bancários tem monitorado o trabalho dos bancos, por meio de um comitê de crise, formado junto com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), sindicato patronal.

Além do contingenciamento e da mudança no horário de atendimento, o Comando Nacional dos Bancários garantiu outros compromissos dos bancos. Em muitos casos, as agências funcionam com número reduzido de bancários. Os demais, inclusive os que estão nos grupos de risco e as gestantes, realizam trabalho remoto.

Bancos recomendam serviço digital para evitar filas

Com o problema das aglomerações nas filas, os bancos estão reforçando junto ao público as opções de serviços digitais. O Banco Central, por exemplo, reforça o uso do internet banking ou dos aplicativos em dispositivos móveis e tablets.

“Enquanto durarem as medidas de combate à Covid-19 (causada pelo novo coronavírus), tendo em vista os horários especiais de atendimento em agências e as limitações do atendimento por telefone, busque serviços e operações nos canais eletrônicos dos bancos e demais instituições financeiras”, recomenda a instituição.

Para esclarecer uma dúvida ou pedir informações, muitos bancos têm assistentes virtuais (chatbots), inclusive em aplicativos de troca de mensagens, como WhatsApp, e em redes sociais.

“Se puder, evite ir às agências bancárias para movimentar dinheiro. A transferência entre contas do mesmo banco ou a TED/DOC permitem que você faça essas transações sem sair de casa. Verifique se sua instituição oferece esse serviço”, orienta o Banco Central.

Para pagamentos em geral, o banco recomenda usar meios eletrônicos sempre que possível, evitando manusear cédulas e moedas. É preferível que se pague os boletos por meio da leitura de código de barras com a câmera do celular.

Nas operações com cartão, o ideal é que se prefira máquinas que aceitam pagamento por aproximação. Assim, se evita contato com os aparelhos. Com relação às transferências, pode ser que a pessoa não esteja autorizada a fazer determinadas transações pela internet, pois excedem os limites estabelecidos. Esses limites existem para proteger o correntista de transferências sob coação de criminosos.

Alguns bancos permitem o aumento desse limite por meio do aplicativo. Em alguns casos, pode ser necessário contatar seu gerente por telefone. O ideal, nesses casos, é verificar diretamente com o banco.

Muitos sites e aplicativos têm funcionalidades específicas para contratar empréstimos e financiamentos pela internet. Nelas é possível também tentar renegociar dívidas, sem necessidade de comparecer à agência. Verifique se eu banco oferece os serviços de renegociação e as condições das novas operações.

Tire suas dúvidas sobre as medidas anunciadas pelos bancos

Como eu faço para solicitar a prorrogação de uma dívida que tenho com meu banco?
Os clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas devem entrar em contato com seu banco, expor seu caso para saber das condições para prorrogar a dívida por até 60 dias. A medida vale para os contratos que estejam em vigência, com pagamentos em dia. Cada instituição irá definir o prazo e as condições dos novos pagamentos.

É necessário ir presencialmente até a agência para pegar esta informação e renegociar o prazo de uma dívida?
Não é necessário ir presencialmente na agência bancária. O cliente pode ligar para seu gerente e usar os canais eletrônicos para entrar em contato com seu banco. Saiba mais abaixo.

A prorrogação de dívidas é automática?
Não. Primeiramente, o cliente deve procurar o banco para renegociar o prazo, que poderá ser estendido por até 60 dias.

A medida vale para quais bancos?
A medida vale para Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander.

As medidas anunciadas pelos bancos são válidas para quais tipos de dívidas?
Valem para contratos de crédito feitos pelo cliente com o banco. Para saber quais contratos estão sujeitos a prorrogação, o cliente deve entrar em contato com o seu banco.

A medida vale para boletos de consumo?
Não, a medida não inclui boletos de consumo (água, luz, telefone) ou de tributos (impostos), porque se referem a serviços prestados por concessionárias de serviços públicos e governos; cheque especial e cartão de crédito também não são prorrogáveis.

Após renegociar uma dívida de um empréstimo que tenho com o banco, a instituição pode me cobrar juros?
Cada banco irá estabelecer seu procedimento, e cada caso será avaliado de forma individual.

Tenho garantia de conseguir uma prorrogação de um prazo de 60 dias?
O prazo é de até 60 dias. O cliente precisa entrar em contato com o seu banco.

Veja ações de bancos públicos por conta da Covid-19

Caixa 
A Caixa informou que disponibilizará R$ 33 bilhões adicionais para reforçar a liquidez da economia, totalizando um incremento extra de R$ 111 bilhões em decorrência dos impactos do coronavírus – outros R$ 78 bilhões foram anunciados na semana passada.

Os novos recursos serão disponibilizados para capital de giro, compra de carteiras, crédito para Santas Casas, além do crédito agrícola. Outra novidade é que o banco diminuiu as taxas de juros do cheque especial Pessoa Física (PF), parcelamento de fatura do cartão de crédito, capital de giro, CAIXA Hospitais, CDC e penhor.

BB 
Para os beneficiários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), o BB ressalta que não há necessidade de irem às agências para fazer a Prova de Vida. Conforme comunicado do Ministério da Economia, não serão bloqueados os benefícios de quem não a fizer nos próximos 120 dias.

Assim, o BB solicita que seus clientes avaliem a real necessidade de comparecimento a uma agência bancária, considerando, antes de sair de casa:

– Se a questão pode ser resolvida nos canais de atendimento eletrônico (aplicativo ou internet), ou, até mesmo, se pode ser adiada.
– A opção de compra por meio do cartão de benefício do INSS. Com ele, não é preciso ter o dinheiro em mãos para adquirir alimentos ou fármacos; basta usá-lo na função débito nos estabelecimentos. A senha é a mesma utilizada para saque.
– Em caso de extrema necessidade, o cliente pode procurar os terminais eletrônicos ou correspondentes bancários mais próximos de sua residência.

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