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Polícia fecha fábrica clandestina de álcool em gel em Nilópolis

Policiais civis interditaram, nesta segunda-feira (20), uma fábrica de álcool em gel que funcionava sem autorização na Rua Carmela Dutra, no Centro de Nilópolis. No local, os policias encontraram equipamentos usados para fazer a mistura de substâncias químicas.

A fábrica funcionava em área residencial e expunha a risco moradores das  proximidades, uma vez que havia risco de explosão por causa da grande quantidade de material explosivo que havia no lugar. De acordo com denúncias recebidas pela polícia, nos fins de semana a fábrica chegava a ser abastecida por cerca de 30 mil litros de álcool.

Os tanques com líquidos de fácil combustão dividiam o espaço com embalagens, papelão e caixas de álcool. No laboratório, onde se fabrica o produto, pias lotadas, plásticos e baldes empilhados no chão.

Segundo os agentes, não havia qualquer cuidado com relação a higiene no processo de produção. Em outro ponto da fábrica, caixas com embalagens de álcool ficavam armazenadas perto dos sacos plásticos e outros produtos inflamáveis, como cilindros de gás.

Os policiais também flagraram uma caldeira com produto químico vazando no chão, tanques com cerca de 15 mil litros de álcool 96% empilhados e 800 litros de álcool em gel, que de acordo com os investigadores, seriam comercializados durante a pandemia de coronavírus. Cerca de 20 funcionários foram levados para a delegacia, prestaram depoimento e foram liberados.

Um dos responsáveis pelo laboratório ouvido pelos policiais contou que a fábrica era do seguimento de cosméticos e que, por causa da pandemia de Covid-19, os donos decidiram começar a produção de álcool 70% e álcool gel. Todos os produtos encontrados na fábrica foram apreendidos, e o local seguirá interditado. Os responsáveis responderão por crimes contra economia popular e contra a saúde pública.

Segundo o delegado André Neves, da 57ª DP (Nilópolis), desde que começou a pandemia do coronavírus, a Polícia Civil tem feito diligências para apurar irregularidades. Na semana passada, por exemplo, foram apreendidas mais de 11 mil máscaras, de uma fábrica que não tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem do Corpo de Bombeiros para funcionar.

“Foi realizada a perícia e constatamos total insalubridade, causando exposição a perigo não só os consumidores, como moradores. Conduzimos os funcionários para a delegacia. Os proprietários vão responder por crime contra a economia popular e contra a saúde pública”, disse o delegado.

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