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Enfermeiros denunciam isolamento forçado com paciente infectado por coronavírus dentro de hospital estadual em Nilópolis

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Técnicos de enfermagem do Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia de Nilópolis, localizado no bairro Cabuís, denunciam que estão sendo obrigados a passar o plantão inteiro parados dentro de uma sala com um paciente contaminado com o coronavírus.

Segundo as denúncias, eles só podem sair para comer e não recebem o equipamento de proteção adequado.

“Eu fico a seis passos do paciente e a nove passos da porta. Sou obrigada a ficar aqui dentro, porque senão eu sou denunciada por abandono de plantão, junto com o paciente com Covid-19, que é contra as regras de manipulação do Ministério da Saúde”, relata a funcionária.

Os funcionários estão assustados com o novo protocolo adotado pela unidade desde sábado (25) sobre uma sala de enfermaria improvisada na UTI para acomodar o paciente.

“Eu não tenho onde beber água, eu não posso tirar a máscara do rosto. Desde a hora do almoço sem beber água, sem tirar o equipamento em tempo nenhum, porque se eu tirar o equipamento, eles não me dão outro. Eu tenho que usar o mesmo equipamento de segurança, o mesmo capote, que é descartável, eu tenho que usar duas, três vezes”, relata.

Os técnicos também denunciam que os médicos do hospital não entram em contato com o paciente infectado nem para examiná-lo. O técnico recebe todas as orientações via celular.

O Sindicato dos Trabalhadores no Combate às Endemias no Estado informou que vai levar o caso ao Ministério Público.

“O que está acontecendo no antigo Hospital Calazans, em Nilópolis, é um verdadeiro absurdo. Não há nenhuma justificativa do ponto de vista técnico para essa atitude de manter um profissional de Saúde trancado junto com um paciente com Covid-19 sem que seja dado nenhum direito a esse profissional de se retirar”, diz Sandro Cézar, secretário geral do sindicato.

O presidente do Sindicato dos Médicos, que trabalha no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, também definiu a rotina dos técnicos como absurda.

“Essa situação que essa profissional está submetida é uma situação absurda. Primeiro que ela pegou um avental que possivelmente está contaminado. Depois, nesse ambiente pequeno, ela está sujeita a se contaminar. E pior ainda: se contaminar com alta carga viral, dado o tempo que ela vai ficar exposta, dado o tamanho do ambiente que ela está”, diz o doutor Alexandre Telles.

A Secretaria Estadual de Saúde disse que o paciente foi isolado quando apresentou os primeiros sintomas de Covid-19 e que feito um monitoramento contínuo pelos profissionais inicialmente. Após a denúncia, a pasta informou que reavaliou os protocolos adotados na unidade e instaurou um novo procedimento padrão.

Fonte: G1
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