Nilópolis Online
Notícias de Nilópolis todos os dias

Publicidade

Quarentena em Nilópolis tem aglomerações em frente as lojas, bancos e até em praças

O avanço do novo coronavírus parece não intimidar a população nilopolitana. Se no início da pandemia as ruas estavam vazias e apenas se viam nas ruas apenas aquelas pessoas que precisavam comprar medicamentos ou ir aos supermercados, a situação atual é bem diferente.

Não é difícil encontrar pessoas desrespeitando o decreto do Governador do Estado, de isolamento social como medida sanitária preventiva, e se aglomerando em praças para jogar futebol ou praticar exercícios. A praça Benedito Vaz Vieira, no bairro Nossa Senhora de Fátima é um exemplo. Todos os dias é possível ver jovens e até mesmo adultos mais experientes, fazendo suas atividades e batendo papo sem sequer usar máscaras.

“Perderam o medo. A bola rola como sempre acontece e os garotos não estão nem ai. A família também parece não acreditar que a doença é fatal e idosos conversam como se nada estivesse acontecendo. Muito triste ver essas cenas”, disse um comerciante que não quis se identificar.

FILAS NOS BANCOS
Foto: Via Whatsapp

E apesar de a maioria manter apenas uma porta aberta e seus proprietários garantirem que não vendem bebidas para consumo imediato, nas frentes dos bares o que se vê são os tradicionais “degustadores da boa cana” apreciando a sua bebida sem se preocuparem com os riscos:

“Só tomei uma dose e já estou indo embora, mas sabe como é né, a vontade vem”, disse um senhor, rapidamente repreendido pelo dono do bar: “Ele é teimoso e ficou perturbando, mas não vendo sempre não e o que vou fazer? Expulsar ? Cada um tem a sua consciência”, retrucou o dono, que também é idoso e não quis revelar seu nome e ainda pediu para não identificarmos o bar:

“Não diz onde fica o meu bar, já vieram aqui e disseram que se eu abrisse seria multado. Pega leve vai”, disse.

E as agências bancárias viraram o grande ponto de desrespeito. Em todas é possível ver aglomerações. As da Caixa Econômica Federal, por conta do Auxílio Emergencial, estão com filas que podem chegar até a 400 metros, como é o caso da 0187, localizada na Rua Getúlio Vargas:

“Não tenho mais dinheiro, só dependo desses R$ 600 que o governo vai dar. Cheguei aqui 5h e já tinha gente na fila. O que vamos fazer? É contar com a sorte”, disse Luciana Vieira, que diz estar desempregada há três meses e justificou a ausência da máscara: “Esqueci”, alegou.

Jeitinho brasileiro e perigoso

E é justamente na Rua Getúlio Vargas que também encontramos aglomerações em frente às lojas. Algumas estão lançando mão do famoso “jeitinho brasileiro”. Proibidas de abrir suas lojas, até mesmo as grandes redes estão colocando funcionários nas frente dos estabelecimentos para “entregar as compras feitas através de aplicativos de mensagens”, como justificou a funcionária de uma loja:

“A loja está fechada, apenas fico aqui entregando os produtos que foram comprados pelo Whatsapp”, disse ela que pediu o anonimato.

Porém, quem quiser comprar na hora também pode. Um cliente conseguiu comprar um produto de beleza em uma loja de cosméticos:

“Eles vendem na porta. O funcionário atende a gente e pega o produto lá dentro”, disse o cliente.

Vale lembrar que Nilópolis registra atualmente 51 casos confirmados e três mortos. Porém o número pode ser bem maior, já que o boletim da Secretaria de Estado de Saúde leva em conta apenas os pacientes atendidos nas unidades de saúde de Nilópolis.

Apesar disso, a desculpa daqueles que preferem ficar nas ruas é a mesma:

“O que eu posso fazer? “, diz a maioria.

você pode gostar também
Comentários
Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós garantimos que está tudo certo com isso, mas você pode não desejar isso. Aceitar Saiba Mais