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Ex-secretário de Governo e de Segurança de Nilópolis rebate denúncias veiculadas pela TV Globo

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O telejornal RJ TV – 2ª edição, da TV Globo, veiculou neste sábado (04), uma reportagem informando que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pede a condenação de Felipe Rafael Cavalcanti Mendes da Silva, chefe de Gabinete do secretário de Ciência e Tecnologia, Léo Rodrigues, por dano ao erário e improbidade administrativa.

De acordo com a matéria, Felipe Cavalcanti, que já ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública, na gestão Alessandro Calazans e mais recentemente de secretário de Governo, é alvo de uma ação civil pública, movida depois que o Ministério Público descobriu que, em 2013, Felipe, cabo da Secretaria de Polícia Militar, acumulou a função com o cargo de secretário.

De acordo com o MP, Felipe Cavalcanti estava cedido à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e acumulou, na mesma época, no mínimo, duas funções públicas. Ele também recebia remuneração por ambas as funções, sem estar de licença, e preencheu documento em Nilópolis omitindo que estava cedido à Alerj, o que os promotores apontam ser ilegal.

Ainda de acordo com o telejornal, o processo já corre há quase 2 anos. Até agora, Felipe não foi encontrado para receber a comunicação de que virou réu no caso. Os oficiais de Justiça tentaram, mas não conseguiram encontrar o PM em endereços atribuídos a ele, tanto em Nilópolis quanto em Mesquita.

“Não tenho nada a esconder!”, diz Felipe Cavalcanti

Em seu perfil oficial no Facebook, Felipe Cavalcanti nega as acusações e pede direito de resposta e um pedido forma de desculpas da emissora carioca. Leia abaixo a postagem na integra:

“Venho a público lamentar e repudiar a matéria que foi ao ar no RJTV2 da noite de sábado, 04/07, em que a Rede Globo cita meu nome como “um cabo da PM” que “é réu na justiça” por “dano ao erário e improbidade administrativa”. São inúmeras e graves as irresponsabilidades e imprecisões dessa matéria, pelo quê demando pedido formal de resposta, público e no ar.

A Rede Globo fez contato no mês passado sobre esta matéria, cuja inconsistência foi rebatida prontamente, então. Junto com os esclarecimentos, foram encaminhados DOCUMENTOS DO PROCESSO A PELO MENOS CINCO JORNALISTAS DIFERENTES RESPONSÁVEIS PELO TELEJORNAL, dando conta de que JAMAIS recebi qualquer remuneração, auxílio ou gratificação da ALERJ e que apenas estive cedido à assembléia, conforme declarações OFICIAIS daquele órgão.Ao final da matéria, houve apenas uma mal amputada edição do que foi declarado e enviado pela nossa assessoria. Falham até na maneira em que se dirigem a mim profissionalmente, uma vez que não faço parte da PM desde 2016.

Nada deste material foi apresentado, mas vários outros trechos do processo surgiram, com destaque para os oficiais de justiça não me localizarem no meu endereço de residência. Vazando no ar o endereço de alguém que foi Secretário de Segurança com registro de ameaças de morte por bandidos e traficantes! Expondo meu lar e minha família!
Quanta irresponsabilidade!

Ocupo cargo de conhecimento público com lotação verificável em Diário Oficial e nos sistemas do governo. Tão contraditória e leviana é a matéria que chega a mostrar que continuo ativo em minhas redes sociais – comportamento oposto a quem teria reservas em mostrar-se . Evidente! Não tenho nada a esconder!

Bem ao contrário da matéria, que esconde que processo ficou no MP por quase cinco anos sem que eu fosse citado. O MP ingressou com ação apenas para que não prescrevesse, reconhecendo que não havia informação suficiente para acusação. Faltava o ofício da ALERJ dando conta de que eu não recebia remuneração pela cessão, que foi então anexada.

Vale ressaltar que, no início deste ano, estive em audiência especial no Tribunal da Justiça, para tratar de assunto da educação estadual, inclusive com Ministério Público presente, e rotineiramente respondo ofícios enviados do MP.

Com essa matéria em que sobra omissão e falta acurácia, ao mesmo tempo em que liga meu nome ao do Secretário e a outras figuras públicas de nosso estado, o que quer a Rede Globo? Precisão houve apenas para expor o endereço onde resido e agora – porque a Rede Globo publicou de modo aviltante dados pessoais meus – terei de me mudar para preservar a segurança e integridade física da minha família e do meu lar.

Reivindico direito de resposta do RJTV 2, desculpas públicas no ar e formais da emissora por escrito, a exibição correta das informações, a atualização das declarações do MP e da ALERJ”.

Quem é Felipe Cavalcanti

Felipe Cavalcanti tem 40 anos e ganhou destaque na política nilopolitana ao assumir em 2013 a Secretaria Municipal de Segurança Pública na gestão do ex-prefeito Alessandro Calazans. Durante a gestão de Felipe foram realizadas diversas operações para restabelecer a ordem pública nas praças e ruas de Nilópolis, onde nos finais de semana eram realizados bailes funks irregulares que incomodavam a população.

Felipe também teve de enfrentar a audácia de motoqueiros que praticavam irregularidades nas ruas. A denúncia veiculada, em maio de 2013, na Rede Globo, flagrou cerca de 70 pessoas conduzindo os veículos em calçadas e até mesmo na contra-mão, tudo isso sem serem incomodados por nenhuma autoridade e ao dar uma entrevista, ao vivo, para um telejornal da emissora, um motoqueiro passou atrás de Felipe empinando a moto, em um flagrante caso de desrespeito as autoridades. Dias depois, o motoqueiro foi identificado e autuado.

Em 2016 tentou uma vaga na Câmara de Nilópolis, mas não conseguiu se eleger. Já em 2018 Felipe assume a Secretaria Municipal de Governo, onde ficou até janeiro de 2019. Em seu lugar assumiu Dean Carlo Senra.

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