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Prefeitura de Nilópolis contesta estudo que coloca o município entre as cidades que não tratam o esgoto produzido por sua população

Um estudo elaborado pela Casa Fluminense apontou que Nilópolis está entre os nove municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro que não coletam e nem tratam o esgoto produzido por sua população.

Segundo o o levantamento, batizado de Mapa da Desigualdade, o município de Nilópolis se junta as cidades de Rio Bonito, Tanguá, Guapimirim, São João de Meriti, Japeri, Seropédica, Paracambi e Itaguaí.

Segundo o levantamento feito pela organização que debate políticas públicas no estado, esse pode ser um dos fatores que influenciam na expectativa de vida da população. Neste quesito, Niterói tem a maior expectativa de vida do estado. Quem nasce lá vive, em média, 70 anos e a cidade trata 97,7% do esgoto produzido por sua população.

A Região Metropolitana conta com mais de 13 milhões de habitantes, distribuídos em 22 cidades. Dez delas formam a Baixada Fluminense, onde os moradores encontram os piores indicadores de desenvolvimento humano e social do estado, segundo o levantamento da Casa Fluminense sobre a desigualdade.

“As pessoas que vivem essa situação, os pais delas e os avós delas foram pessoas que já viveram esse processo de exclusão. O mais triste disso é quando a gente olha para o futuro e os descendentes dessas famílias vão acabar reproduzindo essa situação de exclusão social e de aumento da desigualdade”, explicou Vitor Mihessen, pesquisador da Casa Fluminense.

Prefeitura contesta o estudo

Em nota, a Prefeitura de Nilópolis contestou “de forma veemente” a pesquisa produzida pela Casa Fluminense.

“No perímetro de 9km² de território urbanizado, todas as ruas da cidade possuem calçamento e esgotamento sanitário regular. O município conta com 100% de saneamento básico, não havendo sequer ‘valas negras’, como são popularmente conhecidas as áreas de descarte irregular de esgotos domésticos”.

CEDAE culpa o desenvolvimento desordenado

Já a Cedae apontou o crescimento desordenado e a ocupação irregular do solo ao longo dos anos como culpados pelos dados apontados:

“Estas questões devem ser consideradas quando se aborda o tema saneamento/infraestrutura, uma vez que áreas com índices significativos de ocupação irregular do solo, cuja fiscalização não é de responsabilidade da Cedae, impactarão na prestação do serviço e nas necessidades de investimento”, dizia a nota.

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