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Pandemia agrava situação do transporte público em Nilópolis

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Superlotação, intervalos maiores do que os permitidos e sumiço de linhas de ônibus sem qualquer aviso. Tudo isso sem falar na lista de reclamações sobre o funcionamento dos trens. Essas são algumas das deficiências mais apontadas por usuários de transporte público em Nilópolis.

Desde o início do isolamento social, em março, em função da pandemia do novo Coronavírus, o poder público determinou que as concessionárias que operam os sistemas ferroviário e rodoviário de transporte público diminuíssem a lotação, evitando o contágio da COVID-19.

Agora, as empresas alegam que o funcionamento do serviços está ameaçado, devido aos custos, que não diminuíram e por conta disso reduziram as frotas.

Uma das campeãs em reclamações, a Supervia pediu ao governo estadual medidas para evitar o colapso na circulação dos trens, sistema afetado com a redução de 50% no número de passageiros, para evitar aglomeração. Mas a realidade vivida pelos nilopolitanos não condiz com a alegação da concessionária. Nas estações localizadas em Nilópolis o movimento é grande e não é raro encontrar composições superlotadas, principalmente nos horários do rush:

“No início da pandemia, quando o governo mandou fechar a maioria do comércio, realmente o movimento nos trens reduziu bastante, mas agora já está voltando a normalizar e o que percebo é que houve aumento nos intervalos entre os trens e isso está deixando os vagões lotados, principalmente pela manhã e no final da tarde”, disse a diarista Luzinete Ferreira, que mesmo durante o isolamento social continuou a usar os trens.

Outro serviço que está com o funcionamento prejudicado é o transporte intermunicipal de passageiros por ônibus. De março a junho, as linhas que ligavam Nilópolis ao Rio de Janeiro ficaram impedidas de circular, o que afetou diretamente algumas empresas que operavam exclusivamente essas linhas, como as empresas Nossa Senhora da Penha e Master. Não só para elas, mas para o sistema como um todo, a dificuldade em se recuperar financeiramente do prejuízo tem sido imensa e por isso algumas optaram por reduzir a frota ou simplesmente não retomar a circulação em algumas linhas.

NOSSA SENHORA DA PENHA
Foto: Divulgação

A medida tem prejudicado os usuários destas linhas e as reclamações tem aumentado significativamente nos últimos dias.

“Trabalho na Dutra e costumava usar a linha 516 (Km 2,5 x Nilópolis), da Nilopolitana, só que os ônibus sumiram, hoje acho que só tem um ônibus fazendo a linha e isso prejudica quem precisa do serviço”, disse a caixa Rosana Tavares.

O que dizem os citados

A Supervia informou em nota que tem programado suas operações de acordo com a demanda e que monitora com rigor a taxa de ocupação dos trens, orientando os usuários a evitarem aglomerações.

Também em nota,  a Rio Ônibus informou que a redução de 50% no número de passageiros por conta do isolamento social e a falta de medidas efetivas da administração pública para reequilibrar financeiramente as perdas do setor impedem que as empresas se recuperem e normalizem as operações.

Já a Secretaria de Estado de Transportes ressaltou que tem agendas com representantes do setor para garantir verba federal, e que aguarda a votação de um projeto de lei federal para garantir recursos à mobilidade urbana nas cidades das regiões metropolitanas com mais de 350 mil habitantes.

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