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Motoristas testam paciência na divisa de Nilópolis e Rio

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Dirigir na divisa de Nilópolis com o Rio de Janeiro exige muita paciência. Não bastasse o excesso de veículos, motoristas que utilizam a avenida Getúlio de Moura, em Nilópolis, e a rua Cardoso de Castro, no Rio de Janeiro, precisam se adaptar ao tempo dos semáforos, nem sempre a favor do usuário.

Passar de uma cidade para outra pode significar martírio no horário de pico. A rua Cardoso de Castro é a pior. Quem está na rua Getúlio Vargas, em Olinda enfrenta dificuldades para atravessar a ponte sobre o rio Pavuna, por causa do tempo de espera no semáforo localizado no cruzamento com a rua Zanini, em Anchieta. O engarrafamento chega até o cruzamento com a rua Joaquim Máximo Soares.

Segundo motoristas o problema tem ocorrido com mais intensidade aos sábados pela manhã e muitos culpam a falta de ordenamento por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da Prefeitura do Rio. Para eles, com a construção de um supermercado e de uma filial de uma grande rede de lanchonetes impactou negativamente no trânsito.

Dono de uma van de transporte alternativo, Leandro Coelho passa todo dia pelo local e também reclama da dificuldade em acessar o Rio de Janeiro.

“A Prefeitura do Rio viu o crescimento acontecer e não fez nada. O comércio está forte ali e está atraindo muita gente, colocaram um sinal e acharam que estava tudo resolvido e não é assim. Infelizmente nós que moramos em Nilópolis e temos que sair para o Rio é que sofremos”, disse o motorista.

Para o motorista de ônibus, Francisco Duarte, o semáforo é necessário para evitar acidentes, mas é preciso que o tempo dele fechado para o trânsito da Cardoso de Castro seja menor do que é hoje:

“O semáforo ali fica muito tempo no vermelho, isso que está errado, tem que deixar o trânsito da Cardoso de Castro mais livre”, pediu.

Caos depende de entendimento

A solução para o problema, segundo o especialista em trânsito,  Lucas Fernandes, depende de um consenso entre as prefeituras de Nilópolis e Rio de Janeiro para tentar minimizar os problemas no trânsito da região. O primeiro ponto a ser acordado é verificar o tempo dos semáforos, tanto em Nilópolis quanto no Rio:

“É preciso que ambos os municípios entrem em consenso para ajustar os tempos semafóricos, até porque se mexem do lado de cá, influencia do lado de lá, e vice-versa. Depois deve-se analisar o impacto e verificar outras necessidades”, disse.

De acordo com o coordenador do Grupamento Especializado em Trânsito de Nilópolis, Nilton Marques, algumas medidas foram tomadas para minimizar o problema do trânsito na região, como a reprogramação no tempo dos semáforos no lado nilopolitano e a atuação mais efetiva de agentes de trânsito nos horários de pico.

“Da nossa parte estamos fazendo o possível para minimizar o problema, mas dependemos da Prefeitura do Rio fazer a parte dela”, concluiu.

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