Nilópolis Online
Notícias de Nilópolis todo dia

Sem dinheiro, estudantes de Nilópolis não conseguem participar da Olímpiada Internacional de Matemática

O orgulho de ver o nome de Nilópolis sendo representado em uma competição internacional esbarrou na falta de incentivo por parte do poder público.

Desde 2018 doze alunos do Núcleo de Ciências Exatas e Matemática do Colégio Estadual Marechal Zenóbio da Costa, localizado no bairro de Olinda, são convidados a participar de Olimpíadas Internacionais de Matemática. Em 2019 na Índia, os jovens até tentaram, mas não conseguiram os R$ 12 mil necessários para custear as passagens de quatro integrantes da equipe. O esforço foi grande, fizeram vaquinhas, rifas, mas nem todos puderam participar.

Em 2020, mesmo com a pandemia, que é apenas mais uma das dificuldades enfrentadas por eles, estes guerreiros mergulharam nos estudos por pelo menos dez horas diárias, mas perderam para o mal que assola o Brasil: A burocracia.

Desta vez não apenas quatro, mas todos os doze representantes nilopolitanos ficaram de fora e não puderam pagar as inscrições para a edição 2020 da Olimpíada Internacional de Matemática, que por causa da pandemia do novo Coronavírus será exclusivamente on-line.

De acordo com o professor Fernando Rocha, assim como ocorreu em 2019, pensou-se em fazer uma vaquinha para custear os R$ 6 mil necessários para pagar as inscrições de todos os classificados, mas ainda de acordo com o professor, uma promessa da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) de custear o valor integralmente, fez os estudantes desistirem da vaquinha. Sem vaquinha, os estudantes ficaram esperando a verba prometida, o que não aconteceu:

“Esses estudantes venceram todos os obstáculos mas não venceram o descaso do Governo. Mesmo com a promessa no ano passado, quando foram a China e voltaram com medalhas, de que jamais iria faltar verba para eles, mesmo com o valor irrisório de R$ 500 reais por aluno, que é a taxa de inscrição, a SEEDUC – RJ alegou falta de tempo hábil para conduzir o processo. Jogando por terra um trabalho de seis meses. Em média 10 horas de estudos entre o dia e também na madrugada, tudo registrado no Whatsapp, um dos meios em que estudavam junto com o professor”, disse.

Vale lembrar e celebrar que os alunos cariocas fizeram a estreia internacional em 2019 e a equipe conquistou uma Medalha de Bronze.

você pode gostar também
Comentários
Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Nós garantimos que está tudo certo com isso, mas você pode não desejar isso. Aceitar Saiba Mais