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Aumentam os casos de furtos de pertences dentro de automóveis em Nilópolis

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Um tipo de crime tem virado rotina em Nilópolis: bandidos quebram os vidros do carro para roubar objetos de valor. Nem o estepe e a bateria escapam. Mas o alvo preferido dos criminosos são os rádios e aparelhos multimídias instalados nos veículos. É um susto que muita gente tem enfrentado. Os casos tem sido registrados com mais frequência nos bairros Paiol, Nova Cidade e Novo Horizonte.

Só na Rua Capitão Alfredo Antunes os proprietários de quatro veículos tiveram que arcar com o prejuízo de vidros quebrados e objetos furtados. Uma das vítimas, que não quis se identificar por medo de represálias,  contou como a “surpresa” :

“Como não tenho garagem,  sou obrigada a deixar meu carro estacionado na rua. Isso faço já há bastante tempo e nunca tive problemas, mas no último dia 29, uma vizinha me acordou cedo para avisar que meu carro estava com uma das janelas abertas. Pensei que tinha esquecido, mas ao chegar no carro vi que tinham aberto o carro e roubado a bateria. Para piorar, quebraram a tranca do meu carro, que apesar de antigo é usado para trabalhar. Agora tenho que comprar bateria e consertar o que foi quebrado”, disse a mulher.

Quem também sofreu com o problema foi o consultor imobiliário Jorge Gomes. Ele havia deixado o carro estacionado em uma rua do bairro Novo Horizonte para visitar uma tia, que por questões de segurança não vamos informar a rua e nem identificar a tia.

“Estacionei o carro para visitar a minha tia. Só foi o tempo de entrar e escutar o barulho de vidro quebrando e o alarme tocou. Corri na rua e vi o meu carro com o vidro arrombado. Como o alarme tocou, não conseguiram levar nada, mas ficou o prejuízo”, contou.

A ação dos bandidos é rápida: dura alguns segundos. Eles usam o que tiver para invadir o carro. Para o especialista em Segurança Pública, Régis Bocchi, os bandidos querem objetos que sejam fáceis de levar e com venda rápida:

“Bem provável que sejam usuários de drogas sem dinheiro para arcar com o vício. Como Nilópolis fica próximo do Complexo do Chapadão, muitos deles chegam ao município em busca desses objetos e são revendidos a valores muito abaixo dos praticados no mercado, quando não revendidos nas proximidades mesmo”, explicou.

Régis explica ainda que, diferente das quadrilhas especializadas em roubos de veículos, a ação tem como alvo veículos mais antigos:

“Por terem um sistema de segurança menos eficaz do que os veículos mais modernos e caros e como o objetivo é apenas subtrair objetos, o foco desses bandidos são os carros populares e mais antigos, o que infelizmente, na maioria das vezes nem seguro possui, deixando um grande prejuízo para as vítimas”, concluiu.

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