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Ladrões de baterias agem em Nilópolis

Roubos de carros nas ruas de Nilópolis não são raridade. Mas uma nova modalidade de crimes envolvendo os veículos está fazendo com que, apesar de continuarem estacionados do local colocado por seus donos, os carros não consigam mais sair do lugar. Trata-se do furto das baterias dos veículos, o que tem acontecido em série nos últimos meses na região de Olinda.

Vítima de uma tentativa de furto em dezembro do ano passado, a jornalista Márcia Duarte acabou tendo a bateria levada de vez na madrugada do último dia 07 de setembro.

“Eu tinha comprado a bateria por R$ 270 em novembro do ano passado, então ela estava nova”, explica Tatiana, que havia terminado de pagar o valor parcelado em fevereiro.

Segundo a jornalista, ela não foi a única vítima onde mora. Ele preferiu omitir a rua em que reside para evitar represálias, mas diz que os principais alvos dos furtos são os carros dos moradores das ruas Pres. Gen. Craveiro Lopes, Nossa Senhora de Fátima e Cel. José Muniz.

A maioria das casas é antiga e muitos moradores não têm garagem interna e, por isso, os veículos ficam estacionados em vagas nas ruas. Em cada episódio de furto, baterias de três a cinco carros são levadas:

“Em junho, eles quebraram parte da grade frontal do meu carro para abrir o capô, mas não conseguiram pegar a bateria. Agora completaram o serviço e estragaram a grade de vez”, relata a moradora da região, que teve um prejuízo total de R$ 500.

Já no caso do caminhoneiro José Benites, por se tratar de um equipamento maior, próprio para caminhões, o prejuízo foi ainda maior. Ele havia pago cerca de R$ 850 em uma bateria dois meses antes de ter o equipamento furtado.

“A única vez que precisei deixar o caminhão na rua, eles levaram a bateria e me deixaram com um prejuízo de mais de R$ 1 mil com o equipamento e a mão-de-obra”, lamenta.”

Segundo especialistas em segurança pública, esse tipo de crime geralmente é feito por dependentes químicos, com o objetivo de conseguir dinheiro da forma mais fácil possível e raramente as vítimas fazem o registro do furto:

“Infelizmente a área de Olinda é vizinha ao Complexo do Chapadão, onde muitos viciados vão comprar drogas. Por medo os moradores acabam deixando de registrar a ocorrência, deixando os criminosos impunes”, disse José Oswaldo de Oliveira, ex-policial civil.

Para evitar serem vítimas, Oswaldo recomenda que os moradores procurem deixar os automóveis em garagens ou estacionamentos. Mas para quem não tem essa opção, a saída pode ser retirar a bateria:

“Para quem não tem onde deixar o veículo, o jeito é sempre que puder tirar a bateria”, concluiu.

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