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Sindicato quer lojas fechadas em Nilópolis

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Costumeiramente comemorado na terceira segunda-feira de outubro, o Dia do Comerciário é uma data já aguardada pelos trabalhadores do ramo. No entanto, neste ano de 2020, parece que a tradição pode ser quebrada por causa da pandemia provocada pelo novo Coronavírus.

A decisão tomada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Nova Iguaçu com base em Nova Iguaçu, Belford Roxo, Itaguaí, Japeri, Mesquita, Paracambi, Queimados e Seropédica de orientar seus filiados, localizados nestes municípios a abrirem seus estabelecimentos comerciais, pode levar os comerciantes nilopolitanos a tomarem a mesma medida e suspender as folgas no próximo dia 19 de outubro.

O motivo alegado pelo sindicato patronal é a pandemia que, segundo a entidade provocou prejuízos incalculáveis, falências e muito desemprego.

Apesar do Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis (Sincovanil) ainda não ter divulgado nenhuma nota sobre o assunto, o Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu e Região, se adiantou e defende o fechamento do comércio em Nilópolis, ameaçando acionar a Justiça para garantir o direito dos trabalhadores. Em ofício, assinado pelo Diretor de Política Sindical e Saúde do Trabalhador, Telmo de Oliveira, o sindicato garante que o feriado é garantido pelas leis 11.603 e 12.790. Clique aqui e leia a integra do ofício.

Ainda de acordo com o Sindicato dos Comerciários, o impasse só será resolvido quando o sindicato patronal (SINCOVANIL) assinar a convenção de 2020/2021.

Opiniões distintas

Enquanto os sindicatos não chegam a um acordo, lojistas têm opiniões diferentes sobre o tema. Para aqueles que ficaram fechados quando os decretos municipais e estaduais determinaram o isolamento social, ficar mais um dia fechado significa mais prejuízo:

“Fiquei quase quatro meses com as portas fechadas. Meu prejuízo já é grande e meus funcionários entendem bem a situação e não estão reclamando de trabalhar no feriado deles. Se estivéssemos em uma situação normal, a folga é dada com muito orgulho, mas hoje é preciso que todos se sacrifiquem para que possamos voltar a retomar a economia e com isso voltar a gerar mais empregos”, disse o proprietário de uma loja de utilidades, que preferiu não se identificar.

Já para quem não parou de trabalhar durante a pandemia, defende o feriado:

“Trabalho em supermercado e não paramos nenhum dia. Acho que merecemos pelo menos essa folga”, disse a caixa, que optou por não se identificar com medo de represálias.

Mas há quem defenda um acordo:

“Acho que o feriado deveria valer apenas para os setores que não pararam em nenhum momento. Já os demais poderiam funcionar. Muitas empresas quebraram e demitiram muitos trabalhadores. De que adianta ter folga mas não ter trabalho depois ?”, opina o dono de uma padaria, que garantiu ter entrado em acordo com seus funcionários e irá funcionar normalmente.

Lojistas não sabem o que fazer

A falta de acordo entre os sindicatos deixa os lojistas sem saber o que fazer. A maioria teme sofrer punições e prefere aguardar até o final de semana para saber qual será o desfecho da discussão:

“Prefiro esperar. Se a decisão for por fecharmos, nos restará obedecer, mas a princípio a ordem da diretoria é manter a loja aberta na segunda”, contou o gerente de um supermercado.

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