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Dezembro Verde: Faltam políticas públicas para a proteção dos animais em Nilópolis

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Desde 2015, no Brasil, dezembro é marcado pela campanha Dezembro Verde, contra o abandono de animais, de pequeno e grande porte. Isso porque, no período das festas de final de ano, é mais comum que os bichinhos sejam deixados sem cuidado ou atenção.

Mas em Nilópolis, a campanha tem um sentido mais amplo. O número de animais que vivem nas ruas de Nilópolis vem crescendo nos últimos anos. Não há uma via sequer onde não possam ser encontrados animais perambulando, principalmente gatos e cachorros.

CAVALO ABANDONADO
Cavalos e outros animais podem ser vistos perambulando pelas ruas. Foto: Via Whatsapp

Na avaliação da veterinária Flávia Ferreira, a ausência de políticas públicas voltadas para a proteção dos animais é o principal motivo desse crescimento da população de animais de rua.

Segundo ela, o que se vê hoje em dia é uma onda de cobranças para que se retirem os animais das ruas, mas isso não corta a raiz do problema:

“A gente retira hoje dez, estão sendo abandonados 100. Quando se fala em política pública voltadas para a proteção dos animais, devemos dar prioridade em evitar que a população de animais cresça indiscriminadamente. Infelizmente sabemos que muitas famílias não estão preparadas para quando uma gatinha ou cadelinha procrie. Todo mundo acha bonitinho filhotinho, mas ai sempre querem alguém para adotar, o que nem sempre acontece ou quando acontece, essa família acaba não tendo condições de sustentar o bichinho. Por isso devemos investir na castração como medida prioritária”, disse a veterinária.

Conscientização

Por fim, a veterinária cita que o rótulo de que os animais são transmissores de doença também está por trás do abandono e cobra que sejam promovidas campanhas de conscientização, inclusive nas escolas:

“A gente precisa aprender a retirar os animais do patamar de aqueles que transmitem doenças e retirar as pessoas daquele patamar de aqueles que pegam doenças. O número de animais abandonados nas ruas incrementa a possibilidade de atropelamentos, acidentes de trânsito, que esses animais adoeçam porque estão expostos a condições miseráveis. As escolas devem agir como replicadores das informações e conscientizar as crianças e seus familiares nessa luta”, completa.

Mudanças

LEANDRO HUNGRIA
Leandro Hungria. Foto: Divulgação

Eleito em 15 de novembro para o seu primeiro mandato, Leandro Hungria, ainda nem assumiu a sua cadeira na Câmara Municipal e diz que já está com vários projetos preparados para buscar a mudança dessa realidade:

“Eles têm sentimentos, se apegam e o abandono é um crime. Vamos criar uma Ouvidoria para que as pessoas possam estar denunciando os maus-tratos nas ruas e até na casa de vizinhos, além disso, vamos forma a Rede Nilopolitana de Proteção aos Animais, onde pessoas que dedicam sua vida aos animais e terão apoio para continuar a proteger gatos, cachorros e até animais de porte maior, isso incluí a expansão do projeto “Castramóvel”, priorizando o atendimento aos animais de rua e a criação de uma Clínica Veterinária Municipal”, disse o vereador recém-eleito.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, podem ser considerados maus tratos aos animais, ações de: abandono, agressão, envenenamento, manutenção em local incompatível com seu porte, em corrente ou corda muito curta, ou em exposto ao sol, e também o fornecimento de alimentação não compatível com as necessidades do animal.

É garantida pela Constituição Federal de 1988 a proteção da fauna e, na Lei de Crimes Ambientais do Brasil, é considerado crime a prática de “abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

A prática de maus-tratos contra animais é considerada crime e fere à Constituição Federal, por isso, é necessário denunciar. Atualmente as reclamações e denúncias podem ser feitas nas Delegacias de Polícia, no Ministério Público e também na Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“Vamos também buscar a valorização da Guarda Ambiental, com novos equipamentos para que possam estar auxiliando no combate aos maus tratos”, concluiu Leandro Hungria.

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