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Premiado o filme que retrata a vida de ator e diretor nilopolitano na pandemia

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A experiência melancólica e difícil durante a pandemia para quem tem mais de 60 anos e doenças pré-existentes foi contada no filme Clausura, com roteiro e direção de Thiago Cardoso, diretor da Usina de Cultura Tim Lopes.

“Depois de 45 anos ouvindo o terceiro sinal, estou em casa há um ano, sem subir no palco”, afirmou o ator e produtor Luiz Valentim, de 64 anos, também professor de teatro na rede municipal de Nilópolis.

O trabalho foi inscrito na Funarte e concorreu ao prêmio Respirarte, disputando com outros 5.400 projetos.

“Entre todos esses trabalhos, 240 foram selecionados e Clausura estava entre eles”, comemorou Valentim, que publicou o vídeo no YouTube. “O governo federal criou uma série de critérios e atendemos a todos eles”, diz.

O júri do concurso levou em conta “a qualidade artística, relevância do produto para a área artística, caráter inovador, experiência e qualidade do proponente, segundo a Funarter.

O filme, um monólogo de 7 minutos e 33 segundos, retrata a saudade que o artista sente dos palcos, lembra a coxia e a rotina do dia a dia. “Gravamos em três horas, usando como cenário a minha casa, onde moro há mais de 30 anos”, contou Valentim.

Professor de teatro da Usina de Cultura Tim Lopes, ele foi liberado pelo secretário de Cultura Antônio Costa, por ter diabetes e mais de 60 anos.

“Ele me disse para voltar ao trabalho só depois de ser vacinado e eu agradeço por sua sensibilidade”, salientou Luiz Valentim, reconhecendo também a solidariedade dos vizinhos, que fazem compras no supermercado e levam também suas encomendas. “Não tenho como não ir ao banco, mas faço tudo para ir aos domingos”.

Funcionário concursado, Luiz Valentim se lembrou dos artistas e técnicos que não têm estabilidade financeira:

“Infelizmente, eles não tiveram a mesma sorte. Precisaram viver de doações de cestas básicas porque os cinemas, teatros e locais para shows fecharam”, lamentou ele, integrante do grupo Fanfarras Produções Artísticas.

Antes da pandemia, eles levaram a comédia Um Casal à Beira da Loucura aos teatros Rio Princesa Isabel e Brigitte Blair, no Rio, ao Sesc e Teatro Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, e ao então Teatro Tim Lopes, em Nilópolis. Na cidade, Valentim promoveu, desde que ingressou na Prefeitura, apresentações nas escolas de O Auto da Compadecida, João e Maria e outros trabalhos.

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