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Secretaria do Ambiente descobre planta que não era vista desde 1982

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Secretaria do Ambiente descobre planta que não era vista desde 1982

20 de fevereiro de 2021

 

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) fez uma descoberta botânica no Parque Estadual da Costa do Sol que animou a comunidade científica. A espécie Pleroma hirsutissimum, que não era vista na natureza desde 1982, foi vista na unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na Região dos Lagos.

 

Criticamente ameaçada de extinção, a planta pode atingir um metro de comprimento, tem muitos pelos e, quando desabrocha, exibe belas e exuberantes flores roxas. A identidade da espécie, pertencente à família das quaresmeiras e que só ocorre em Cabo Frio, foi confirmada pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Paulo Guimarães. 

 

Para Inara Batista, coordenadora do Plano de Ação Nacional para Conservação da Flora Endêmica (PAN) para a WWF-Brasil/Seas, a descoberta pode significar um futuro mais seguro para a biodiversidade fluminense.

 

– Este achado é de extrema relevância para a flora do estado do Rio de Janeiro, uma vez que, quando redescobrimos uma planta, podemos promover ações diretas em prol da conservação da espécie – destaca Batista. 

 

Sobre os projetos

 

A descoberta da pesquisadora Inara Batista e do servidor Marcos Loureiro, da Seas, é fruto do Plano de Ação Nacional para Conservação da Flora Endêmica (PAN), que atua no âmbito do Programa Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), e tem como objetivo proteger cerca de 300 espécies criticamente ameaçadas de extinção que não contam com nenhum instrumento de conservação. 

 

Além da Seas, do Inea e outros órgãos estaduais de Meio Ambiente, estão entre os parceiros do Pró-Espécies o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

A estratégia é financiada pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund). É implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e tem a WWF-Brasil como agência executora.


   

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