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Reserva ilegal de estacionamento prejudica os cidadãos de bem em Nilópolis

Apesar de irregular, a prática de reservar vagas de estacionamento em vias públicas é rotineira em Nilópolis. Comerciantes, construtoras e até moradores utilizam-se de cones, cavaletes, caixas de madeiras, entre outros objetos, para demarcar ilegalmente espaços nas ruas, e assim poder estacionar seu veículo ou de clientes sem problemas, transformando deste jeito, uma área pública em um local privado.

Em vários pontos do município a irregularidade já virou costume e prejudica aos cidadãos de bem. Pode ser rua principal ou uma travessa sem movimento, mas o artifício reservando vagas esta lá. Até mesmo vasos de plantas passaram a “adornar” as ruas, como é o caso da Travessa Edson Esteves, no bairro Nossa Senhora de Fátima. Sob a desculpa de que precisa de espaço, um morador colocou um vaso imenso na rua.

Na rua Alberto Teixeira da Cunha, repleta de bares, restaurantes e outros estabelecimentos, a colocação de cones e cavaletes é constante para separar vagas aos caminhões dos fornecedores. Porém, alguns comércios restringem a parada para poder estacionar os seus próprios carros. Próximo dali, na Rua João Evangelista de Carvalho, uma distribuidora de água, se utiliza de galões vazios a fim de facilitar a chegada do veículo de entrega.

Também é bastante comum o uso de cavaletes por parte de construtoras para guardar espaço aos caminhões das obras.

“Já é difícil estacionar estacionar em Nilópolis e ai agora todo mundo resolveu demarcar seu espaço, tirando muitas vagas de estacionamento. É preciso bom senso antes de tudo, se eu quero ter carro, preciso ter uma garagem. Se quero ter um comércio, preciso entender a necessidade de ter um estacionamento”, comenta a estudante Denise Farias Lorenzo.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, no Art. 246, obstaculizar a via indevidamente é considerada infração gravíssima, com penalidade de multa, agravada em até cinco vezes, a critério da autoridade de trânsito, conforme o risco à segurança.

A penalidade será aplicada à pessoa física ou jurídica responsável pela obstrução, devendo a autoridade com circunscrição sobre a via providenciar a sinalização de emergência, às expensas do responsável, ou, se possível, promover a desobstrução.

A Secretaria Municipal de Transporte informou que realiza operações no município e que todas as denúncias são checadas e quando constatadas, os obstáculos são removidos e feita a autuação.

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