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Moradores voltam a reclamar de cheiro e gosto da água que sai das torneiras em Nilópolis

Moradores de vários bairros de Nilópolis dizem que a água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) continua com cheiro e gosto ruins.

Em Olinda, Vanessa Muniz conta que o líquido sai das torneiras com uma cor escura. O problema se repete na casa do professor Luís Cláudio, no bairro Cabral:

“A cor da água que sai das torneiras está meio amarronzada. Estamos até comprando galões de água todos os dias para poder consumir: beber, fazer comida, porque não está tendo condição da gente usar essa água para beber”, disse o morador.

Já no Centro, os consumidores dizem que água até sai clara da torneira, mas tem cheiro e gosto ativos:

“A água aqui em casa não tem cor ruim. Mas o cheiro está bem esquisito e o sabor está horrível. Tive que esvaziar o meu filtro e desligar o fornecimento, desde então tive que comprar água na loja”, disse a dona Francisca.

Um ano depois da crise da geosmina, em janeiro deste ano, o Rio voltou a sofrer com problemas de água com cheiro e gosto ruins. Moradores de vários bairros relatam que as contas de água estão caras e que o serviço recebido não é de qualidade.

No início de fevereiro, a Cedae chegou a interromper o fornecimento de água do Estação de Tratamento do Guandu, abriu as comportas para o escoamento da água mais rapidamente para renovar parcialmente a água da lagoa. Mas consumidores continuaram a sentir a presença da geosmina na água.

Entramos em contato com a CEDAE, que informou estará enviando técnicos ao endereço informado a fim de verificar as redes da rua e os ramais do imóvel.

Além disso a empresa divulgou a seguinte nota:

“Cabe informar que a substância geosmina influencia gosto e cheiro, mas não tem nenhuma relação com alterações na coloração da água. A Cedae mantém todas as medidas de prevenção à geosmina/MIB, apesar de ainda registrar sua presença na água. Mesmo em baixa concentração, a substância pode alterar gosto e cheiro, apesar de não representar risco à saúde dos consumidores. Para combater a geosmina/MIB, produzida por algas que aumentam principalmente devido ao calor, água parada e nutrientes, a Companhia começa a instalar nesta semana, de forma emergencial, um novo sistema de bombeamento de água do Rio Guandu para a Lagoa Grande.

A bomba será implantada antes da captação de água da estação de tratamento e vai renovar a água da lagoa. Esta ação, combinada à aplicação de carvão ativado na entrada de água na estação, deverá conter a situação. Solução definitiva para o problema, a obra de proteção da tomada de água da ETA Guandu já tem data para licitação: 1º de junho. A intervenção prevê a construção de um dique para impedir que as águas dos rios Ipiranga, Queimados e Poços se misturem às do Rio Guandu antes do ponto de captação de água. A obra, investimento de aproximadamente R$ 132 milhões, tem duração prevista de 24 meses.

A Companhia coleta diariamente amostras na captação de água, na estação de tratamento e na rede de distribuição, que são enviadas para análise. Os resultados são monitorados e publicados de forma transparente para acompanhamento da população em https://cedae.com.br/relatoriosguandu.

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