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Atriz nilopolitana morta após ser esfaqueada era promessa no ramo de filmes adultos

Luane de Souza era mais na dela, mas na frente das câmeras se transformava e até parecia ser outra pessoa. Foi como Aline Rios, nome artístico que adotou, que a atriz entrou para a indústria de filmes adultos.

Premiada e reconhecida na profissão, era vista como uma promessa para se tornar uma grande estrela do segmento. Não deu tempo. Luane morreu aos 28 anos em um crime brutal e, nesta semana, a Polícia Civil do Rio prendeu a acusada por suspeita de assassinato.

Diretor e ator, Brad Montana namorou Luane e chegou a contracenar com ela. O casal foi indicado na categoria de Melhor Cena de Fetiche do Prêmio Sexy Hot 2016, considerado o Oscar da indústria de filmes adultos no Brasil. Quando a atriz morreu, após três meses internada, no ano passado, os dois já não estavam mais juntos, mas ainda havia um forte sentimento.
“Terminei com ela amando. Porque ela tinha muita dificuldade com meu trabalho. Era ciúme, que parece se potencializar nesse meio. Se a mulher já grila com o marido que vai para barzinho depois do trabalho, imagine se o cara está em um ofício desses. É muito complicado”, disse.

Montana ficou com Luane no hospital durante todo o período de internação e se sente responsável por não ter conseguido fazer mais por ela:

“Tinha esperança que um dias as coisas mudassem. Mas não mudaram e eu perdi um grande amor. Eu a enterrei e até hoje choro por sua alma”, completou.

Luane nasceu em Nilópolis e perdeu o pai na infância, aos 11 anos. Segundo o ex-namorado, ele também foi vítima de assassinato. O diretor queria que Luane se mudasse pois a atriz vivia na mesma casa onde o pai morreu:

“Tentei tirá-la de Nilópolis. Estava tentando muito fazê-la aceitar se mudar e me comprometi a pagar um aluguel. Mas não consegui. Daí veio a pandemia. Uma ótima menina. Uma derrota minha, pessoal, essa tragédia”, lamenta.

Montana lembra que Luane também enfrentou outras tragédias em sua vida, como o fato de ter sido abusada mais nova. Com tudo o que passou, o diretor afirma que ela era uma pessoa resistente.

“Ela era uma pessoa forte, mas de coração mole. E também muito intempestiva. Era ingênua, deixava entrarem na mente dela. Muito boa de coração. Praticava caridade e valorizava os humildes. Gostava de presentear quem amava. Mas tinha vulnerabilidades, como ingenuidade”, se recorda.

Promessa no ramo

O primeiro trabalho de Luane de Souza como atriz de filmes adultos foi na produtora Brasileirinhas, uma das mais conhecidas do país. Ela mesma entrou em contato com a empresa vislumbrando uma carreira na área. Acabou sendo selecionada para participar do reality show “Casa das Brasileirinhas” e voltou para mais quatro edições.

“Ela foi eleita pelos internautas Miss Brasileirinhas 2016. Era fotogênica, muito bonita de corpo e de rosto. Era bem quieta, mas na frente das câmeras se soltava bastante. Dedicada e profissional, já chegou arrebentando na primeira vez e tinha tudo para se tornar uma pornstar”, afirma Clayton Nunes, dono da produtora.

No mesmo ano em que ganhou a faixa de Miss Brasileirinhas, Luane ganhou o Prêmio Sexy Hot de melhor atriz revelação pela participação no filme “Porn Star 2”. Ela também atuou em filmes do Sexy Hot como “Encontro com a musa 2” (2016), “Gringo Fura Olho” (2016) e “Sexy e Provocante 2” (2017).

A morte por ser solidária

VITÓRIA
Vitória Roberta Alves da Silva foi presa pelo crime. Foto: Divulgação

No início de 2021, a atriz abriu as portas de casa em Nilópolis para uma amiga que estava sem ter onde morar. Luane não poderia imaginar, porém, as consequências que esse gesto de solidariedade iriam provocar.

Luane e a amiga, Vitória Roberta Alves da Silva, tiveram uma discussão no dia 23 de maio de 2020 que terminou com a morte da atriz, atingida por uma facada no pescoço. A polícia não demorou a identificar Vitória como autora do crime.

Após um tempo foragida, ela foi presa na última segunda-feira (7) em uma praça no centro de Nilópolis.

Segundo a polícia, Vitória não demonstrou arrependimento. Chorou na chegada à delegacia, mas não foi pela amiga morta – ela estava lamentando a volta à prisão. A mulher já tinha passagem policial por tráfico de drogas e furto de veículo.

Após o crime, Vitória ainda teria vendido os pertences de Luane para comprar drogas. A frieza surpreendeu o delegado José Moraes Ferreira, responsável pela investigação.

“Vitória confessa que realmente deu uma facada na amiga”, disse Ferreira, titular da 57ª DP. “Ela não esboça nenhuma reação. Ela ontem chorou porque estava sendo presa.”

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