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Moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima reclamam do aumento de furtos

Os moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima reclamam da falta de segurança na localidade, principalmente no período noturno. Só na última semana pelo menos três residências sofreram com furtos. Homens teriam entrado nos quintais e furtaram vários objetos, inclusive bombas e outros equipamentos de metal para serem vendidas em ferros velhos, conforme relata a moradora do bairro, Carmen Félix.

“A criminalidade aqui está bem alta ultimamente, eles ficam passando de uma rua na outra, roubam tudo o que eles podem, número das casas, caixas de correios, as lixeiras são o preferido, até tampa de esgoto quando é de metal eles levam também, a sensação de insegurança é muito grande, até para sair na rua, as vezes para por o lixo, ou quando vai sair de carro, você tem que ficar olhando para cima e para baixo”.

Ela afirma que as rondas da Polícia Militar e da Guarda Municipal não assustam os assaltantes.

“O policiamento aqui não é satisfatório, de jeito nenhum, eu particularmente não acho que ficar passando com viaturas dá jeito. Tem que fazer operações, revistar as pessoas nas ruas”.

Segundo o representante comercial, Sérgio Alves, que também mora no bairro, o policiamento até ocorre na localidade, porém o número de pessoas que praticam os crimes é alto.

“Os furtos estão acontecendo no bairro e temos notícias de roubos também. Quando é um furto pequeno não é feito o Boletim de Ocorrência, então a PM fica sem dados, mas a gente nota a presença da Polícia Militar, só que a quantidade de desocupados ali é imensa, e tem alguns pontos também de compra desses materiais furtados”.

Ele afirma que essas pessoas vendem o material roubado para utilizar o dinheiro para comprar drogas.

“A gente sabe que há pontos de venda de drogas, então um camarada rouba algo, vai no ferro velho, vende, e já usa o dinheiro para se drogar. São esses pontos que a Polícia tem que atacar, ficar só passando de viatura não assusta mais ninguém”.

Para Sérgio, as forças de segurança deveriam adotar uma postura mais ostensiva no patrulhamento no bairro, e ele pede também uma maior fiscalização dos locais no próprio bairro que compram o material furtado.

Outro morador pede uma atitude mais radical:

“Todo mundo sabe que a maioria desses “cheiradores” roubam as coisas para comprar drogas e muitos atravessam as pontes para comprar entorpecentes na comunidade da Chatuba. Tinha que colocar barreiras policiais nesses acessos e revistar todo mundo. Se não tiver identidade, tem que puxar a ficha e se tiver com algo suspeito tem que explicar onde conseguiu”, disse o rapaz que pediu para não ser identificado.

Enquanto nada é feito, a população tenta se defender como pode:

“Aqui em casa já tentaram roubar a minha bicicleta, mas o safado se deu mal. Ela estava presa com corrente e cadeado e quando escutei o barulho joguei uma panela na cabeça dele, se tivesse algo mais pesado tinha acertado. Quem escolhe entrar na casa dos outros para roubar também fez a escolha por viver ou morrer”, defende a aposentada Lucia Ferraz.

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