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Assaltos tiram sossego de moradores ao longo de estrada em Nilópolis

Já faz um ano que a violência e o medo dos assaltos vem tirando o sossego dos moradores dos bairros situados ao longo da Estrada João Evangelista de Carvalho. A via é uma das principais ligações entre os bairros Nossa Senhora de Fátima, Centro e Cabral e serve de acesso aos municípios do Rio de Janeiro e Mesquita.

Moradores relatam que desde o final do ano passado a insegurança tomou conta de quem mora ou precisa transitar pela via. Segundo eles a quantidade de pedestres vítimas dos assaltantes é crescente.

“A situação na estrada está grave. Todo mundo está com medo dos assaltos. A quantidade de carros roubados e os assaltos a pedestres acontecem com muita frequência”, conta uma moradora que tem medo de se identificar.

Nos últimos meses foram várias ocorrências. Em muitos casos os moradores nem chegam a prestar queixa dos crimes. Eles cobram ampliação do policiamento preventivo.

Muitos moradores já presenciaram assaltos, mas o medo impede que eles denunciem ou interfiram durante a ação dos bandidos. Da sacada de uma das casas da estrada uma moradora que teme se identificar já presenciou ao menos 5 assaltos. Assustada ela desenvolveu síndrome do pânico e agora convive com o problema.

De acordo com os moradores a noite e nos finais de semana a estrada vira local de risco. A maioria evita sair.  Há uma espécie de toque de recolher informal que a população cumpre já quase sem questionar ou reclamar.

Outro horário de risco para quem anda na rua, segundo os moradores, é o começo da manhã. Quando as pessoas estão saindo de casa, indo trabalhar ou estudar, os criminosos também agem. Por conta disso é comum as pessoas andarem juntas na tentativa de se proteger.

Diante da situação, motoristas de aplicativos estão evitando a via:

“Quando toca alguma corrida para a João Evangelista eu penso duas ou três vezes se vou aceitar. Tive amigos que foram assaltados ali e não quero ser vítima. Lamento pelos moradores que acabam tendo que esperar mais por um carro, mas tenho que me defender”, disse um motorista.

Os moradores defendem a volta das blitzes na via:

“No ano passado a Polícia Militar fazia operações aqui e a paz reinava. Não sei o que acontece que adoram mexer em time que está ganhando. As blitzes são necessárias e precisam voltar urgentemente”, pede uma moradora.

Especialista aponta a parceria como solução

Segundo o especialista em segurança pública, João Thomaz, infelizmente o problema não é só em Nilópolis:

“O que vemos acontecer na Estrada João Evangelista de Carvalho está presente em vários lugares do Rio de Janeiro. A segurança pública é uma atribuição estadual, mas não há como simplesmente deixar que as polícias façam o trabalho sozinhas. É preciso haver uma parceria entre os munícipios para que sejam realizadas ações que colaborem para que o trabalho das forças estaduais de segurança deem resultados. Nilópolis e Mesquita possuem suas guardas municipais, é preciso fazer uma ação conjunta e integrada com a Polícia Militar, por isso é cada vez mais necessária a criação de um consórcio de segurança pública entre as cidades da Baixada Fluminense. Sem isso, veremos apenas ações que não darão resultados efetivos”, concluiu.

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